PRÉ-HISTÓRIA DA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL
(2da parte)
O PANTANAL
OS POVOS DAS TERRAS BAIXAS
As áreas inundáveis, aqui chamadas didaticamente de terras
baixas, compreendem a maior parte do Pantanal. São marcadas
por uma variabilidade climática interanual, caracterizada por duas
estações distintas: uma seca, de maio a setembro, e outra chuvosa,
de outubro a abril. Possuem um relevo de baixíssima declividade
¾ de 0,7 a 5 cm/km no sentido norte-sul e entre 7 e 50 cm/km no
sentido leste-oeste ¾ que, associado à distribuição de chuvas periódicas
na bacia do alto Paraguai, explica o fenômeno das cheias anuais.
Esta sazonalidade marcante, também chamada de pulso de inundação,
é um dos principais fatores responsáveis pela biodiversidade da
região: Por se tratar de uma zona de transição entre sistemas
terrestres e aquáticos, o Pantanal pode ser classificado como um
grande ecótono, que é uma região de alta produtividade e alta diversidade
ecológica (Francischini 1996). A drenagem das terras baixas
é feita por córregos, corixos, vazantes e baías,
o que também explica as variações do nível e duração das cheias
nas diversas sub-regiões da planície pantaneira, as quais geralmente
ocorrem durante o primeiro semestre [17] .
Essas características ambientais, definidas em fins do Pleistoceno
e início do Holoceno, em função de um processo de umidificação de
âmbito continental, marcaram, mas não determinaram, o modo de vida
das populações indígenas pré-coloniais que ocuparam a planície de
inundação do Pantanal. Mais: as terras baixas são as áreas
mais prospectadas da região; por outro lado, pouquíssimo se sabe
sobre os planaltos residuais de Urucum e Amolar, as terras altas,
porções menos estudadas em termos arqueológicos. Esta situação também
pode ser explicada pelo fato de os aterros terem sido transformados
em objetos de certo fetichismo na Arqueologia Pantaneira,
conforme pontua Oliveira (1997a).
Ao que tudo indica, a pré-história do Pantanal teve início com
o estabelecimento de grupos pescadores-caçadores-coletores aceramistas
na região, os quais também estão associados a alguns aterros que
ali ocorrem. Antes, porém, de dar prosseguimento a esta discussão,
faz-se mister esclarecer que o termo aterro é aqui empregado
para designar um tipo de sítio arqueológico de interior ¾ em oposição
aos litorâneos ¾ , a céu aberto e que se apresenta na paisagem como
uma elevação do terreno sob forma de estrutura monticular, total
ou parcialmente antrópica, que amiúde ocorre em áreas inundáveis
(cf. Oliveira 1996, 1997a, 1997b). Este conceito, ainda que aqui
utilizado com cautela, pondera a idéia de que aterro é uma elevação
totalmente artificial do terreno em zonas inundáveis, definição
esta que tem sido utilizada na Arqueologia Brasileira desde os anos
60. Dizer que os aterros do Pantanal são totalmente artificiais,
intencionais ou não, é negar a presença de fatores naturais em sua
gênese e constituição, discussão esta ainda não totalmente equacionada,
seja para as ocupações aceramistas, seja para as ceramistas. É muito
provável que grande parte dos aterros seja o resultado de vários
fatores naturais e antrópicos, os quais necessitam de pesquisas
mais detalhadas no campo da Geologia e da Arqueologia. A maioria
dos sítios, notadamente os cerâmicos, possui aspecto de capão-de-mato
ou de cordilheira, o que não significa dizer que todos os
capões-de-mato e cordilheiras do Pantanal sejam sítios
arqueológicos ou vice-versa [18] .
A maioria das datas mais antigas para o período aceramista situa-se
ao redor de 8.200 AP e corresponde ao sítio MS-CP-22, um grande
aterro localizado sobre a escarpa calcária existente à margem direita
do rio Paraguai, no perímetro urbano da cidade de Ladário, Mato
Grosso do Sul (ver Tabela 3). Trata-se, aparentemente, de um sítio
unicomponencial. As datas indicam uma ocupação por cerca de dois
séculos e em momento anterior ao período holocênico denominado Optimum
Climaticum ou Altithermal. Neste período mais antigo,
a planície pantaneira já estava caracterizada por condições climato-hidrográficas
tropicais e úmidas sob sazonalidade marcante, embora os principais
contornos e ecossistemas aquáticos, subaquáticos e terrestres do
Pantanal Mato-grossense teriam sido elaborados nos últimos cinco
ou seis milênios (AbSaber 1988:28). Estes últimos 5.000
ou 6.000 anos correspondem grosso modo, ou ao menos em parte,
ao período do Optimum Climaticum. Segundo Fiedel (1996),
o começo e o final do Optimum Climaticum provavelmente variaram
de acordo com a altitude, latitude e circulação atmosférica de cada
região do continente; no caso do Pantanal, nota-se uma grande carência
de publicações com dados geocronológicos, isotópicos e palinológicos
que possibilitem melhor compreender este período.
As camadas arqueológicas correspondentes às ocupações acerâmicas
anteriores ao Optimum Climaticum, representadas na estratigrafia
do sítio MS-CP-22, são compostas por grande quantidade de ossos
de peixes, conchas de moluscos aquáticos e, menos freqüentemente,
ossos de aves, mamíferos e répteis. No sítio foram escavados 14
m2, nos quais encontraram-se artefatos líticos feitos
predominantemente de calcário: blocos com pequenas depressões polidas,
blocos com superfícies deprimidas, bolas, lâminas e seixos com faces
e/ou gumes polidos, possíveis mãos, percutores, talhadores
e pingentes (Schmitz et al. 1998). Deve-se levar em conta o fato
de o sítio estar situado sobre uma grande escarpa calcária existente
na linha divisória entre o planalto residual de Urucum e a planície
de inundação do Pantanal. Isto também explica o uso de calcário
como matéria-prima predominante na indústria lítica local, embora
no local e proximidades também ocorram outros tipos de rochas e
minerais. O próprio posicionamento do sítio indica a existência
de um sistema de abastecimento que abrangia diferentes ambientes,
os da planície de inundação e os do planalto residual de Urucum.
De todo modo, muito ainda está por ser feito no que diz respeito
ao conhecimento deste sistema tecnológico: cadeia operatória de
elaboração de instrumentos, estratégias de obtenção de matérias-primas
etc. [19]
Com base nas análises de restos faunísticos feitas por Rosa (1997,
1998) e nas idéias desenvolvidas por Oliveira (1996, 1997a), é possível
supor que o sistema de subsistência dos grupos pescadores-caçadores-coletores
estava estruturado na pesca, a principal atividade econômica voltada
à obtenção de proteína animal. A caça de animais, como capivara
(Hydrochaeris hydrochaeris) e jacaré (Caiman crocodilus
yacare), e, em menor escala, a apanha de moluscos aquáticos,
principalmente das espécies Pomacea canalicuta e Pomacea
scalaris, também devem ser levadas em conta; estas atividades
variaram, desde o período acerâmico até o cerâmico, em decorrência
de tabus alimentares e da quantidade e variedade de recursos faunísticos
disponíveis em determinadas áreas, dentre outros fatores. Em muitos
aterros, a ocorrência de grande quantidade de conchas de moluscos
aquáticos e ossos de peixes, associados a material arqueológico,
faz com que os sítios sejam assemelhados a sambaquis. Isto não significa
dizer que todas as conchas correspondam, necessariamente, a restos
de alimentação humana; parte pode ter servido de material de construção
ou foi ali acumulada naturalmente, questão esta que deve ser considerada
em estudos zooarqueológicos (ver Schmidt 1914; Cunha et al. 1985;
Oliveira 1996). Sendo pescadores-caçadores-coletores especializados
e adaptados aos ecossistemas pantaneiros, provavelmente a pesca
teria sido praticada por meio do uso de arco e flecha, armadilhas,
envenenamento, peneiras ou redes, pois até o presente momento não
foram identificados quaisquer tipos de anzóis, o que não implica
em afirmar que esses grupos os desconheciam.
No Pantanal, é possível ainda a existência de ocupações mais antigas
em relação às do sítio MS-CP-22. Somente a intensificação das pesquisas
arqueológicas poderá lançar luz sobre esta questão. De todo modo,
é fato que o clima holocênico favoreceu um considerável aumento
da vida aquática na América Tropical. Esta situação climática, dentro
de um contexto de múltiplos fatores ambientais e socioculturais,
tem sido levada em conta para contextualizar a ocorrência de sambaquis
litorâneos e fluviais no Brasil, a exemplo dos que ocorrem no litoral
Sul e Sudeste do país e na Amazônia. O mesmo vale para aterros existentes
em outras regiões platinas: cerritos no Rio Grande do Sul
e Uruguai; conchales e montículos na Argentina e Paraguai
(ver Caggiano 1984, 1994; Mazz 1994, 1998; Schmitz et al. 1991;
Susnik 1959).
Sobre as datas mais recentes, entre 4.500 e 2.700 AP, sabemos
tratar-se de evidências de prováveis grupos pescadores-caçadores-coletores
tardios, embora ainda mereçam ser melhor averiguadas através de
escavações amplas e meticulosas (ver Tabela 3) [20] . Interessante é que tanto as datas em torno de 8.200 AP (MS-CP-22)
quanto as mais recentes, entre 4.500 e 2.700 AP, são válidas para
sítios arqueológicos localizados em áreas protegidas das cheias
periódicas (MS-CP-16 e MS-CP-32). Este pode ser um indício de que,
sendo os primeiros a chegar à região, pescadores-caçadores-coletores
inicialmente optaram por assentamentos centrais localizados em pontos
mais protegidos das inundações anuais, próximos a áreas serranas.
Ademais, a idéia simplista de que grupos aceramistas desconheciam
ou não faziam uso de quaisquer tipos de cultivo, geralmente indicado
pela produção de cerâmica, não invalida a hipótese da existência
de complexas formas de manejo ambiental, incluindo a semidomesticação
de plantas ou mesmo, em certas circunstâncias, de algum cultivo
incipiente. A coleta de vegetais (frutos, raízes, sementes etc.)
e mel de abelhas também é uma possibilidade que não pode ser descartada
desde os primeiros momentos. Por outro lado, as datas publicadas
sugerem que no decorrer de várias gerações, através da influência
de fatores ecológicos e culturais (desenvolvimento de novas tecnologias,
maior conhecimento dos ecossistemas regionais, mudanças ambientais,
aumento demográfico, cisões grupais, conflitos interétnicos etc.),
os grupos passaram a ocupar áreas mais vulneráveis às enchentes
anuais, bem como a apresentar maior complexidade em termos de organização
social e, provavelmente, uma maior diversificação no sistema de
abastecimento. Esta pode ser uma das explicações para a ocorrência
de centenas de aterros nas sub-regiões de Abobral e Miranda, os
quais são marcados por ocupações ceramistas (ver Rogge e Schmitz
1992, 1994; Oliveira 1997a; Oliveira e Peixoto 1997; Schmitz et
al. 1998).
Há ainda uma lacuna no que diz respeito às datas de C14 para o
período acerâmico, pois entre 8.200 e 4.500 AP não foram obtidas
quaisquer outras datações absolutas, o que não significa dizer que
a região estivesse desocupada naquele espaço de tempo ou, não estando,
que esses grupos aceramistas fossem os únicos pescadores-caçadores-coletores
ali presentes. Esta situação também aponta para a necessidade da
realização de um levantamento intensivo de diferentes tipos de sítios
arqueológicos existentes em determinadas áreas do Pantanal. Sem
dúvida alguma, o crescimento urbano de Corumbá e Ladário destruiu
e vem destruindo vários sítios deste período mais antigo; a mesma
avaliação é válida para as vizinhas cidades bolivianas de Puerto
Quijarro e Puerto Suarez. Em parte este hiato corresponde ao período
do Optimum Climaticum que, por sua vez, pode ter desencadeado
um significativo aumento da vida aquática na região, fato este que
pode ter implementado ainda mais o sistema de subsistência através
de uma maior oferta de peixes.
De momento, cabe explicar que os dados publicados, por serem escassos,
ainda não possibilitam maiores inferências sobre o sistema social
dos grupos pescadores-caçadores-coletores aceramistas. Deduz-se,
entretanto, que poderiam estar organizados em pequenas famílias,
as quais, ao longo de várias gerações, teriam formado aterros com
centenas de metros de extensão e mais de 1 m de espessura. No caso
do sítio MS-CP-22, delimitar sua extensão é tarefa difícil diante
da expansão da cidade de Ladário; um estabelecimento de ensino fundamental,
ruas asfaltadas e casas foram construídos sobre o sítio.
No que diz respeito aos grupos ceramistas que ocuparam as áreas
inundáveis da região, as pesquisas realizadas sugerem a possibilidade
de continuidade, ao menos para os sítios unicomponenciais levantados
na área abrangida pelo Projeto Corumbá, desde os grupos pescadores-caçadores-coletores
aceramistas, sobretudo os mais tardios, até os grupos portadores
da Tradição Pantanal. A data radiocarbônica mais antiga obtida
para a Tradição Pantanal é de 2.160 ± 50 AP, válida para
o sítio MS-CP-20, localizado em Corumbá, o que indica uma considerável
antigüidade para grupos ceramistas na região (ver Tabela 4).
Do ponto de vista tecnológico, a Tradição Pantanal está
caracterizada por vasilhas pequenas ¾ com uma altura que raramente
ultrapassa 30 cm ¾ e formato de meia esfera, meia calota e, menos
freqüentemente, esférica e esférica com pescoço (jarros e
moringas). Trata-se de um vasilhame de uso doméstico, utilitário,
destinado a preparar, servir e armazenar alimentos sólidos e líquidos;
sua manufatura é acordelada e o antiplástico constituído predominantemente
por caco moído, muitas vezes associado a areia e a algum mineral
e, menos freqüentemente, com a presença de concha triturada (cf.
Rogge e Schmitz 1992, 1994; Oliveira 1996; Schmitz et al. 1998).
Foram encontrados ainda cachimbos tubulares, rodelas de fuso e outros
artefatos cerâmicos; os dois primeiros indicam, respectivamente,
o uso de fumo e algodão e sugerem o domínio de técnicas de cultivo.
Uma das principais características desta tradição, em relação a
outras que ocorrem na América do Sul, é a considerável variação
existente nos tipos de decoração plástica, em especial na dos corrugados,
ainda que a maior parte dos cacos apresente uma decoração alisada.
Estudos recentemente realizados sobre o sítio MS-CP-142, também
localizado em Corumbá, indicam uma quantidade significativa de fragmentos
com engobo vermelho; este era um dado até então pouco conhecido,
pois geralmente os cacos coletados estão cobertos por uma fina película
de carbonato de cálcio oriunda da decomposição de conchas de moluscos
e ossos de peixes (Oliveira 1998).
Muitos sítios interpretados como aterros, em especial os existentes
nas sub-regiões de Abobral e Miranda, estão sobre uma lente calcária
provavelmente de origem natural, indício da existência de possíveis
paleolagoas com águas bicarbonatadas nestes pontos. A fonte de carbonato
de cálcio teriam sido os calcários do planalto de Bodoquena, drenados
pelos afluentes do rio Miranda (cf. Boggiani e Coimbra 1995; Boggiani
et al. 1998). Há ainda sítios superficiais e unicomponenciais a
céu aberto, a exemplo dos encontrados em margens lacustres, como
é o caso das lagoas Jacadigo e Negra (MS-CP-27, MS-CP-28 e MS-CP-57),
esta última situada em Ladário [21] . Todavia, considerando a possibilidade
de serem agricultores desde uns 2.200 anos atrás, seu sistema
de subsistência também estaria estruturado na pesca, na caça e na
coleta. De um modo geral, os sítios vinculados à Tradição Pantanal
situam-se em áreas com uma altitude inferior a 100 m em relação
ao nível do mar.
Dados etnográficos contidos em Oliveira (1996) têm sustentado
a hipótese de que os aterros teriam sido ocupados por diferentes
grupos étnicos que, a exemplo dos antigos Guató, possuíam grande
mobilidade espacial e os ocupavam preferencialmente durante as cheias.
Muitos aterros e outros assentamentos próximos a serranias e morros
isolados poderiam servir, principalmente durante as grandes enchentes,
de importantes estabelecimentos para a prática do cultivo de abóboras,
milhos, mandioca (Manihot esculenta) etc.; margens de rios,
por sua vez, poderiam igualmente servir em tempos de seca. Esta
idéia implica em um modelo de sistema de assentamentos baseado na
dinâmica das águas do Pantanal, embora não deva ser interpretado
de maneira rígida; exceções devem ter ocorrido. Também é equivocado
pensar que todos os aterros de uma mesma região poderiam estar sendo
ocupados concomitantemente; se assim fosse, estatísticas demográficas
seriam facilmente realizadas.
Embora tenham sido encontrados sepultamentos humanos em aterros,
esta informação não significa, em princípio e salvo melhor avaliação,
que tais elevações foram construídas para fins funerários. Isto
porque na América do Sul, a exemplo da região da Lagoa Mirim, Uruguai,
aterros funerários geralmente têm sido interpretados como indicadores
de complexidade emergente entre os grupos responsáveis pela sua
construção, temática esta ainda não investigada para a região pantaneira
(ver Mazz 1994, 1998). Não se pode descartar ainda a possibilidade
de os grupos portadores da Tradição Pantanal terem manejado
espécies florísticas em aterros, a exemplo da palmeira acuri (Scheelea
phalerata), principalmente através da transplantação de mudas
de várias espécies florísticas para fins de subsistência, matéria-prima
para a confecção de artefatos e outras finalidades (ver Oliveira
1996; Schmidt 1914, 1951). Neste caso, os aterros seriam verdadeiros
quintais, locais onde várias experiências de semidomesticação
de plantas foram realizadas, sobretudo em um espaço de tempo de
mais de dois milênios de ocupação, abandono e reocupação.
O exemplo da organização social Guató, estruturada em famílias
nucleares e, aparentemente, em um sistema de patrilocalidade, no
qual a reciprocidade é de fundamental importância, tem sido apontado
por Oliveira (1994, 1996) como uma possibilidade para a compreensão
do sistema social dos grupos portadores da Tradição Pantanal.
Evidentemente o Guató atual não é um exemplo etnográfico fossilizado;
porém, é fato que o grupo está no Pantanal há mais de 500 anos,
talvez sendo o último remanescente dos grupos portadores da Tradição
Pantanal. Portanto, determinados elementos de seu modo de vida
tradicional são resultado de um processo de longuíssima duração;
saber quais desses elementos permaneceram e se transformaram desde
o passado arqueológico é um dos desafios que pesam àqueles que estudam
a pré-história das terras baixas pantaneiras. Isto posto,
somente com intensificação de pesquisas arqueológicas, etnoarqueológicas
e etnoistóricas esta problemática poderá ser melhor compreendida.
Cabe ainda ressaltar que muitos dos sítios da Tradição Pantanal
devem estar em antigos meandros de rios como o Paraguai, os
quais ainda não foram levantados e são de difícil acesso. Esta hipótese
é justificada pela variação plurianual de períodos muito chuvosos
ou relativamente secos que, em teoria, normalmente parecem durar
cerca de duas décadas. A variação plurianual certamente afetou a
dinâmica da ocupação indígena da região, sobremaneira os assentamentos
localizados nas margens de pequenos rios. Este é o caso dos assentamentos
Guató localizados às margens do rio Caracará, sub-região de Poconé,
em Mato Grosso, os quais eram utilizados preferencialmente durante
a seca, pois até antes da grande cheia de 1974 raramente permaneciam
inundados. Ainda hoje em dia, populações tradicionais do Pantanal,
como os mimoseanos, que também possuem ascendência indígena,
vivem no ritmo das águas do Pantanal, conforme estudos realizados
por Silva e Silva (1995).
Pesquisas recentes, em andamento na sub-região de Poconé e nas
grandes lagoas situadas acima de Corumbá, ainda não foram concluídas
(ver Tabela 4). Todavia, indicam a ocorrência de dezenas de outros
sítios cerâmicos também relacionados a cursos dágua perenes.
Ainda não se sabe ao certo se esses sítios foram ocupados por grupos
portadores da Tradição Pantanal, embora esta seja uma possibilidade.
Nessas áreas parece haver uma nítida diminuição de fragmentos corrugados,
o que pode ser explicado pela existência de outras realidades socioculturais.
Na porção pantaneira pertencente à República do Paraguai, Departamento
de Alto Paraguay, mais precisamente na Baía Negra, Susnik (1959)
encontrou um grande aterro com grande quantidade de material cerâmico
e variação nos corrugados. Este dado possibilita pensar que, ao
menos a região compreendida de Corumbá até a porção meridional do
Pantanal, também tenha sido uma área densamente ocupada pelos portadores
daquela tradição. Com efeito, a planície de inundação estaria sendo,
para a maioria dos casos, a principal área de captação de recursos,
embora as áreas serranas e demais morros isolados também fossem
relevantes, por exemplo, para a obtenção de matéria-prima para indústria
lítica (basalto, calcário, hematita, quartzo etc.).
A questão é que os dados sugerem que a cerâmica da Tradição
Pantanal teria sido compartilhada por vários grupos étnicos
adaptados aos ecossistemas existentes nas terras baixas.
Esta tecnologia teria sido, portanto, indicador de um elemento de
identidade entre vários grupos e, inclusive, de uma territorialidade;
esta última questão também inclui complexas relações intra e extra-grupais,
inclusive fundamentadas em redes de reciprocidade, com o intuito
de, dentre outras coisas, fortalecer os mecanismos de defesa contra
outros grupos, como é o caso dos agricultores das terras altas
que, posteriormente, estabeleceram-se na região. Esta situação é
notada, por exemplo, em vários relatos produzidos pelos conquistadores
ibéricos do século 16 (ver Carvalho 1992; Susnik 1961, 1972, 1978).
Dados etnográficos sobre o modo de vida de grupos conhecidos historicamente
ainda possibilitam dizer que a produção de recipientes cerâmicos
seria uma atividade exclusivamente feminina, embora cachimbos também
fossem confeccionados por homens. No caso dos Guató, a fabricação
do vasilhame dava-se preferencialmente fora das habitações (cf.
Oliveira 1996).
Há ainda uma questão pouco conhecida: a origem e a área de ocorrência
da cerâmica da Tradição Pantanal. Até o presente momento
quase nada se sabe sobre o assunto. Neste sentido, quaisquer interpretações
que não estejam fortemente baseadas em dados arqueológicos tornam-se
cientificamente insustentáveis, sobretudo modelos difusionistas
e representações etnográficas. Entretanto, os dados arqueológicos
apresentados em vários trabalhos, dentre os quais Caggiano (1984,
1994), González (1996a, 1996b), Herberts (1998), Miranda et al.
(1967), Olmedo (1966), Stern (1941, 1944), Susnik (1994, 1995, 1996,
1998), Willey (1971) e Wüst (1983a, 1990), remetem a uma questão
interessante: somente a intensificação das pesquisas arqueológicas
no Pantanal e em outras regiões platinas, sobretudo no Chaco, poderá
lançar luz a este problema.
No tocante a aspectos sociais e ideológicos, apesar dos poucos
dados existentes, é oportuno mencionar a existência de informações
a respeito de sepultamentos humanos em sítios uni e multicomponenciais
localizados nas terras baixas. Nos sítios MS-CP-16, MS-CP-22,
MS-CP-32, MS-CP-34 e MS-MA-16 foram encontrados sepultamentos primários
e secundários; os primeiros ocorrem em diferentes posições de enterramento,
sendo mais comuns no período acerâmico, ao passo que os segundos
parecem ser mais freqüentes no cerâmico. Esta situação é marcante
no sítio MS-CP-32, situado sobre um dique fluvial à margem direita
do rio Verde, distrito de Albuquerque, em Corumbá; ali foram encontrados
21 indivíduos adultos, 5 jovens e 10 crianças em 32 m2
de área escavada (Schmitz et al. 1998). Os sepultamentos sugerem
a priori uma relação direta entre formas de enterramento
e a dinâmica de ocupação de assentamentos sistemáticos nos períodos
acerâmico e cerâmico. Os assentamentos centrais, localizados em
margens de rios, aterros, diques fluviais, paleodiques e outros
pontos da paisagem, parecem ter sido os locais escolhidos para enterrar
os mortos. Isto pode significar que indivíduos falecidos durante
o período das cheias ¾ também momento de grande mobilidade espacial,
complexa dinâmica de ocupação de assentamentos periféricos e contatos
intra-grupais ¾ poderiam ser enterrados primariamente em assentamentos
periféricos e, posteriormente, seus ossos levados para os estabelecimentos
centrais. Por outro lado, indivíduos mortos nos próprios assentamentos
centrais seriam enterrados nesses mesmos locais. Talvez esta possa
ser uma das explicações para a ocorrência de sepultamentos primários
e secundários em um mesmo sítio, como é o caso do MS-CP-16 e do
MS-CP-32. Como no período acerâmico a mobilidade espacial e a densidade
demográfica parecem ter sido menores em relação ao período dos grupos
portadores da Tradição Pantanal, quiçá esta seja uma explicação
inicial para o fato de muitos sepultamentos primários pertencerem
àquele primeiro momento. Estas são apenas hipóteses a serem melhor
averiguadas em pesquisas futuras. No caso dos aterros MS-CP-16 e
daquele escavado por Susnik (1959), colares feitos de contas de
conchas de moluscos aquáticos e de bivalves acompanhavam os mortos.
Certamente o universo ideológico das sociedades das terras baixas
foi mais complexo do que as idéias aqui apresentadas. Sobre
as possíveis diferenciações sociais, esta questão também requer
modernos estudos no campo da Antropologia Biológica, os quais não
foram iniciados até o presente momento.
Nas proximidades das cidades de Corumbá e Ladário, Girelli (1994,
1996) estudou cinco sítios com gravuras rupestres: MS-CP-01, MS-CP-02,
MS-CP-03, MS-CP-04 e MS-CP-41. São lajedos horizontais onde foi
produzida, através da técnica do picoteamento, grande quantidade
de petroglifos ou inscrições rupestres. Passos (1975) estudou os
sítios MS-CP-01, MS-CP-03 e um outro que ocorre no lado boliviano,
sem contudo apresentar quaisquer contribuições para sua compreensão.
Nas sub-regiões do Paraguai e Poconé, Schmidt (1912, 1914, 1928,
1940a, 1940b, 1942a, 1942b) registrou outros sítios com petroglifos
semelhantes em relação aos que ocorrem em Corumbá e Ladário. Merecem
destaque as gravuras e, sobretudo, as pinturas rupestres nas cores
branca e vermelha encontradas no morro do Caracará (MT-PO-03). Na
encosta norte deste morro isolado há um sítio cerâmico a céu aberto
que talvez corresponda a antigos grupos canoeiros portadores da
Tradição Pantanal; atualmente ali vivem dois anciãos Guató,
os irmãos José e Veridiano. Estranhamente, os trabalhos de Max Schmidt
¾ o pioneiro em pesquisas arqueológicas no Pantanal ¾ não foram
discutidos por Girelli (1994, 1996) e sequer citados por Rogge e
Schmitz (1992, 1994), Schmitz (1993, 1997, 1998, 1999) e Schmitz
et al. (1997b, 1998). De um modo geral, tanto os petroglifos como
as pinturas rupestres parecem estar fortemente associados a grupos
canoeiros portadores da Tradição Pantanal; no morro do Caracará
e na lagoa Gaíva esta questão está mais clara. Quanto aos motivos
dos signos gravados, predominam os geométricos seguidos por sulcos
sinuosos; em menor quantidade ocorrem figuras que lembram pegadas
humanas e de animais. Arte semelhante ocorre no alto Araguaia e
lá faz parte do Complexo Estilístico Simbolista Geométrico Horizontal;
embora para o Pantanal esta filiação seja impertinente se levado
em conta o contexto arqueológico de ambas as regiões. Pensar em
Estilo Alto Paraguai, também em reconhecimento e homenagem
aos primeiros estudos realizados por Max Schmidt, é mais pertinente
do ponto de vista científico.
O significado desses signos é algo difícil de decifrar. Girelli
(1994) sugere que os petroglifos estudados no âmbito do Projeto
Corumbá representam a fisiografia da planície de inundação.
Verdade é que não foram produzidos ao acaso; a demarcação de territórios
é uma outra possibilidade interpretativa, bem como o uso desses
locais para cerimonias e rituais, os quais talvez nunca saberemos
decodificar.
|

|
|
|
FIGURA 2 Sub-regiões do Pantanal (esquerda) e Províncias
Fitogeográficas do Alto Paraguai e Áreas de Influência (direita).
Fonte: Magalhães (1992) e Adámoli (1986).
|
OS POVOS DAS TERRAS ALTAS
Às terras altas pertencem os planaltos residuais de Urucum
e Amolar e as demais porções serranas e morros isolados existentes
no Pantanal; estão protegidas das cheias periódicas e possuem grandes
espaços favoráveis ao cultivo. Ao que tudo indica, a ocupação indígena
destas áreas aconteceu mais tardiamente em comparação ao povoamento
das terras baixas. Esta constatação, todavia, deve ser vista
com cautela, pois as prospecções realizadas em Corumbá e Ladário
privilegiaram a planície de inundação, mais precisamente os aterros.
Soma-se a esta situação o completo desconhecimento da pré-história
do planalto residual de Amolar.
Durante a execução do Projeto Corumbá, nenhuma escavação
foi realizada em áreas de morrarias; praticamente a totalidade dos
sítios levantados é composta de locais perturbados por ações antrópicas
recentes e relacionadas ao uso do solo para atividades agropecuárias.
Nenhum abrigo sob rocha, por exemplo, foi levantado até o presente
momento, embora esta seja uma possibilidade a ser considerada em
futuros projetos de pesquisa. Isto tudo também denuncia o uso de
prospecções tendenciosas nas terras altas.
Para o planalto residual de Urucum, em Corumbá, os dados disponíveis
comprovam que a região foi ocupada por vários grupos agricultores
e ceramistas, dentre os quais merecem destaque os portadores da
Tradição Tupiguarani. Documentos textuais quinhentistas e
seiscentistas possibilitam afirmar, para o caso do Pantanal, que
esta tradição tecnológica ceramista está diretamente associada a
grupos lingüisticamente Guarani: agricultores de origem amazônica
e, segundo Soares (1997), socialmente organizados em cacicados
[22] . No planalto residual de Urucum, Peixoto (1995) estudou vários
sítios Guarani: MS-CP-12, MS-CP-13, MS-CP-43 e outros. Diferentemente
dos grupos portadores da Tradição Pantanal, os Guarani estabeleceram-se
em locais protegidos das cheias anuais, preferencialmente nas encostas
e em patamares baixos e altos de morrarias. Muitos sítios estão
a poucos metros de nascentes de córregos perenes, em áreas onde
existem solos favoráveis ao cultivo como o brunizém avermelhado.
Grande parte dos assentamentos está localizada em áreas onde a altitude
propicia um clima mais ameno em relação ao das terras baixas;
cabe mencionar que o morro de Urucum possui uma cota altimétrica
de 971 m. Destarte, a implantação dos sítios Guarani na paisagem
regional, além de indicar uma forma de adaptação à realidade geográfica
pantaneira, releva uma estratégia de defesa em relação, por exemplo,
aos grupos das terras baixas, os portadores da Tradição
Pantanal. A chegada de grupos Guarani causou uma situação de
pressão e cisões entre eles e os grupos das terras baixas;
esta situação agravou-se ainda mais com o início da Conquista Ibérica,
ocasião em que muitos Guarani aliaram-se aos espanhóis.
A tecnologia cerâmica desses grupos assemelha-se à encontrada
em várias outras regiões da América Tropical, sobretudo à que ocorre
no Sul do Brasil (ver Brochado 1984; La Salvia e Brochado 1989;
Noelli 1993; Soares 1997). Diversos tipos de artefatos líticos ¾
como percutores, lâminas de machado, mãos-de-pilão, raspadores e
talhadores, produzidos a partir de diferentes tipos de minerais
e rochas (arenito, hematita, quartzo etc.) ¾ foram encontrados em
contextos arqueológicos. Segundo Peixoto (1995), há sítios multicomponenciais
que atestam contatos extra-grupais entre os Guarani e grupos portadores
da Tradição Pantanal: MS-CP-13, MS-CP-42 e MS-CP-44.
Todavia, como estes sítios estavam perturbados, também é possível
que as cerâmicas correspondam a momentos distintos e que tenham
sido misturadas posteriormente. Mantendo ou não contato com os grupos
das terras baixas, o fato é que os Guarani continuaram mantendo
sua identidade social como, aliás, fizeram em outras regiões do
Centro-Oeste brasileiro; esta situação também é percebida pela reprodução
de seu modo de vida tradicional. A profundidade dos depósitos arqueológicos
e o tamanho dos sítios sugerem a existência de pequenas aldeias,
com uma única casa comunal, que talvez permaneceram em determinado
local pelo período de uma ou duas gerações.
Está suficientemente claro que grupos Guarani se estabeleceram
na região desde antes do início da Conquista, talvez a partir do
século 10 da Era Cristã. Não se sabe, contudo, quando eles ali chegaram.
Nos sítios estudados por Peixoto (1995) não foram encontrados elementos
tecnológicos europeus ou ibero-americanos, o que não exclui a possibilidade
de alguns deles corresponderem ao período colonial, momento em que
ocorreram contatos diretos ou indiretos entre populações Guarani
e européias. Deslocamentos territoriais, por exemplo, ocorreram
desde o início da Conquista Ibérica, principalmente do litoral atlântico
para o interior do continente sul-americano, causando impactos de
grande magnitude sobre centenas de grupos étnicos; o mesmo ocorreu
a partir da fundação de povoados espanhóis na região platina ¾ Assunção,
atual capital do Paraguai, data de 1537.
Na carta ânua escrita pelo padre jesuíta Diogo Ferrer (1952),
datada de 1633, há a confirmação da presença de índios Guarani,
chamados de Ibitiguara ou Gente da Serra, que viviam em grandes
aldeias e mantinham relações de trocas com os Chiriguano e Itatim,
ambos também Guarani. Provavelmente os Ibitiguara foram um dos últimos
grupos Guarani das áreas serranas do Pantanal. Relatos quinhentistas
indicam a presença de índios Guarani no planalto residual de Amolar,
embora a área ainda seja desconhecida em termos arqueológicos. Além
disso, nas bordas do Pantanal, especialmente no vale dos rios Miranda
e Aquidauana, documentos textuais dos séculos 16 e 17 também comprovam
a presença de grupos Guarani. Com efeito, é provável que no Pantanal
as últimas ocupações Guarani sejam de fins do século 17 ou início
do 18, momento em que os bandeirantes paulistas descobriram ouro
no rio Coxipó, em Cuiabá, e promoveram a extinção, cisões extra-grupais
e o deslocamento de vários povos indígenas que estavam estabelecidos
na região.
Isto posto, é iminente a necessidade de retomada dos estudos sobre
os grupos Guarani que ocuparam as terras altas, realizando
escavações arqueológicas e investigações etnológicas em documentos
textuais. Com isto será possível conhecer melhor a pré-história
e a história indígena da região.
Nas encostas de morrarias do planalto residual de Urucum foram
encontrados outros tipos de sítios, também rasos e pequenos
como os dos agricultores Guarani, cuja cerâmica é notadamente diferente
da Tradição Tupiguarani e, em menor grau, da Tradição
Pantanal.
Um dos casos mais marcantes é o do sítio MS-CP-25, situado na
encosta da morraria de Santa Cruz, em Corumbá, próximo a um córrego
perene: 13,38% dos 934 cacos analisados por Rogge e Schmitz (1994)
apresentam impressão de corda, embora a forma e o tamanho do vasilhame
seja parecido com o da Tradição Pantanal. Sabe-se que a cerâmica
com impressão de corda é característica de grupos chaquenhos conhecidos
historicamente, como os antigos Mbayá-Guaicuru estudados por Herberts
(1998), a qual Willey (1971:458) chamou de Tradição Chaquenha.
Há ainda outros sítios com tecnologia cerâmica semelhante, como
o MS-CP-26 e o MS-CP-47, também localizados próximos a córregos
permanentes e não muito distantes da lagoa Negra, em Ladário. Neste
último caso, a cerâmica também assemelha-se à dos grupos portadores
da Tradição Pantanal; o que basicamente a distingue é uma
altíssima quantidade de fragmentos com engobo vermelho.
Caso a cerâmica dos sítios MS-CP-25, MS-CP-26 e MS-CP-47 seja
tecnologicamente filiada à Tradição Pantanal, tem-se aí um
outro tipo de padrão de implantação dos sítios na paisagem e, muito
provavelmente, de diferentes formas de adaptação e organização social
em comparação aos grupos que ocuparam as terras baixas propriamente
ditas.
Cabe mencionar ainda que dados etnoistóricos ¾ segundo visão êmica
Bororo ¾ contidos em Wüst (1990) sugerem a presença de grupos Bororo
nas terras altas de Corumbá e Ladário. No entanto, esta informação
ainda não está comprovada por pesquisas arqueológicas.
Dentre os muitos problemas relativos ao conhecimento da pré-história
das terras altas pantaneiras, um dos mais fascinantes refere-se
à ocupação indígena dos barrancos altos ou terraços fluviais existentes
às margens do alto curso setentrional do rio Paraguai, sub-região
de Cáceres, Mato Grosso, também locais protegidos das cheias periódicas
e propícios ao cultivo. Ainda que aquela região não faça parte do
que geográfica e didaticamente chamamos de terras altas,
merece ser tratada neste tópico. Trata-se da presença de grupos
ceramistas e agricultores de grandes aldeias a céu aberto,
cuja tecnologia cerâmica foi recente e adequadamente denominada
por Irmhild Wüst de Tradição Descalvado (Wüst e Migliáccio
1994; Wüst 1999). Brochado (1984), Prous (1992) e Oliveira (1995)
chegaram a pensar na possibilidade desta cerâmica pertencer à Tradição
Aratu (ou Aratu-Sapucaí), embora esta idéia tenha sido
atualmente descartada pelo último autor.
Os primeiros estudos sobre os grupos portadores da Tradição
Descalvado foram realizados entre 1926 e 1928 por Schmidt (1940a);
suas investigações aconteceram nas antigas fazendas Barranco Vermelho,
Facão e Passagem Velha. No entanto, os estudos de Petrullo (1932),
realizados alguns anos depois, em 1931, nas localidades de Barranco
Vermelho e Descalvado, fornecem dados mais refinados para o conhecimento
de uma pequeníssima parte da pré-história daquela região. Todavia,
desde o final do século passado têm-se informações sobre a existência
de alguns desses sítios (ver Oliveira 1995; Wüst e Migliácio 1994).
É importante registrar que os sítios da Tradição Descalvado
vêm sendo constantemente depredados por pseudo-arqueólogos em busca
de enterros, novas descobertas científicas ou
simplesmente lembranças do Pantanal; o alvo principal tem
sido as grande urnas funerárias
[23] . Há ainda muito material em museus nacionais e estrangeiros:
Fundação de Cultura e Turismo do Estado de Mato Grosso (Cuiabá),
Instituto Luiz de Albuquerque (Corumbá), Museu Dom Bosco (Campo
Grande), Museu Histórico de Cáceres, Museu Rondon (Cuiabá), Museum
für Völkerkunde (Berlim), Museum de Leipzig (Alemanha), UFMS
Campus de Corumbá e talvez no Museo de La Plata (Argentina)
e no Museu Nacional (Rio de Janeiro), bem como em outras instituições.
Os estudos realizados por Petrullo (1932), Schmidt (1940a) e Wüst
e Migliácio (1994) possibilitam afirmar, ao menos para os sítios
Barranco Vermelho (MT-PO-14) e Descalvado (MT-PO-01), que os grupos
portadores da Tradição Descalvado possuíam um sistema de
abastecimento que indubitavelmente incluía espécies domesticadas
e semidomesticadas. Conforme explicam Wüst e Migliácio (1994), esses
dois sítios devem ser mais recentes que os aterros existentes nas
áreas inundáveis daquela porção do Pantanal (sub-regiões do Paraguai
e Poconé). O tamanho dos sítios, com milhares de metros de extensão,
e a grande quantidade de urnas funerárias também sugerem uma considerável
densidade demográfica e uma interessante complexidade sócio-política.
No sítio Barranco Vermelho, Petrullo (1932) encontrou muitos sepultamentos
infantis, alguns dos quais estavam acompanhados de conchas de gastrópodes
aquáticos, vasilhas cerâmicas e adornos feitos de dentes de macacos.
Neste mesmo local, Schmidt (1940a) encontrou uma grande urna funerária;
juntamente com um esqueleto humano havia um cachimbo e uma ocarina
com incisões geométricas, ambos de cerâmica. Maria Clara Migliácio
encontrou três esqueletos (um masculino, um feminino e um outro
de criança) em uma urna no sítio Índio Grande; isto parece indicar
a prática de sepultamentos secundários. Wüst e Migliácio (1994)
explicam que ainda não é possível dizer se existiam sítios cemitérios
exclusivos ou locais específicos para enterramentos nos sítios habitação;
também concluíram uma análise prévia de alguns esqueletos existentes
na sede do IPHAN, em Cuiabá, que revelou tratar-se de uma população
dolicocrânea de estatura relativamente alta. Mais: Os dentes
apresentavam um forte desgaste com elevado índice de cárie sobre
a coroa dentária (fenômenos geralmente não associados). Isto parece
indicar um elevado consumo de carboidrato, bem como de alimentos
fortemente abrasivos (Wüst e Migliácio 1994:55-56). Diversos
tipos de artefatos líticos também foram encontrados: lâminas de
machado polidas (com e sem garganta), lâminas de machado lascadas
em calcário, quebra-cocos, pingentes, tembetás, instrumentos para
cortar e raspar sobre lascas de sílex e arenito silicificado e outros.
Oliveira (1995) analisou algumas peças cerâmicas depositadas no
Museu Rondon, oriundas do sítio Barranco Vermelho, cujo resultado,
acrescido dos dados obtidos por Petrullo (1932), Schmidt (1940a)
e Wüst e Migliácio (1994), permitem uma frágil aproximação da tecnologia
cerâmica da Tradição Descalvado: vasilhame produzido pela
técnica da sobreposição de roletes; existência de recipientes com
formas e tamanhos variados (jarros, panelas, potes, tigelas e urnas);
engobo vermelho como uma das decorações predominantes; produção
de cachimbos tubulares, ocarinas e rodelas de fuso; antiplástico
composto predominantemente por caco moído, minerais e concha triturada.
Recentemente, Martins e Kashimoto (1999b, 1999c) iniciaram trabalhos
de levantamento e resgate de sítios arqueológicos existentes na
área de impacto direto do Gasoduto Bolívia-Mato Grosso ¾
não confundir com o Gasoduto Bolívia-Brasil ¾ e encontraram
sítios de grupos ceramistas que, em princípio, parecem pertencer
tecnologicamente à Tradição Descalvado. Suas pesquisas abrangem
os municípios matogrossenses de Cáceres, Poconé, Nossa Senhora do
Livramento, Várzea Grande e Cuiabá; os dois primeiros estão situados
na parte setentrional do Pantanal e os demais em áreas adjacentes.
A área de pesquisa abrange quatros rios principais, a saber: Jauru,
Padre Inácio, Paraguai e Cuiabá. Em três sítios de ocupações ceramistas,
os autores obtiveram 24 datações por termoluminescência: 22 datas
para o sítio Rio Jauru, situadas entre 810 ± 85 AP e 2.300 ± 300;
uma para o sítio Rio Piraputanga, de 760 ± 80 AP; e outra para o
sítio Córrego Água Doce, de 1.450 ± 150 AP (ver Tabela 3) [24] .
As datas apresentadas por Martins e Kashimoto (1999b, 1999c),
ainda que mereçam ser comparadas com datações radiocarbônicas, chamam
a atenção para uma possível longa permanência dos grupos portadores
da Tradição Descalvado: no sítio Rio Jauru as datas recentes
situam-se a poucos séculos antes do início da Conquista Ibérica
e as mais antigas ao redor do início da Era Cristã. Trata-se, portanto,
de grupos que parecem possuir uma antigüidade na região equivalente
a dos portadores da Tradição Pantanal. Com a conclusão dessas
pesquisas, será possível melhor compreender a pré-história de áreas
pantaneiras até então pouco conhecidas do ponto de vista arqueológico.
Mas quem foram os grupos da Tradição Descalvado? Certamente
não eram Bororo, Guaicuru, Guarani ou Guató. Documentos textuais
do período colonial indicam que parte da área setentrional do Alto
Paraguai também esteve ocupada pelos índios Xaray, provavelmente
Arawak, exterminados pelos bandeirantes paulistas na primeira metade
do século 18 [25] . Analogias à parte, em recente trabalho Schuch (1995) esclarece que
os antigos Xaray eram agricultores que faziam duas colheitas por
ano (milho, mandioca, batatas, amendoim e outros), tinham animais
de estimação e mantinham relações extra-grupais com vários outros
povos, inclusive andinos. Os dados apresentados por Schuch (1995)
e Susnik (1978) levam a pensar que os Xaray possuíam uma complexa
forma de organização sócio-política que lembra a dos antigos Chiquito,
Paresi e Mojo-Arawak. Teria sido uma sociedade de chefatura?
Face ao exposto, é urgente a necessidade de realizar pesquisas
arqueológicas e etnoistóricas exaustivas sobre a presença indígena
na porção setentrional do Alto Paraguai. Muitos são os problemas,
mas somente em fins dos anos 90 iniciaram-se estudos que, quando
concluídos, possibilitarão interpretações cientificamente seguras.
De todo modo, tanto as terras altas quanto as terras
baixas podem ser consideradas como um verdadeiro mosaico cultural,
isto é, um espaço onde diversos e diferentes povos indígenas habitaram
ao longo de dezenas, às vezes centenas, de gerações. Quando os conquistadores
ibéricos ali chegaram, a partir de 1524, depararam-se com dezenas
de povos indígenas, muitos das quais pertencentes a famílias lingüísticas
distintas. Grande parte desses povos foi completamente dizimada.
Os que conseguiram sobreviver, alguns atualmente fora da região
pantaneira, continuam resistindo a um processo de conquista sem
fim; são eles: Bororo, Chamacoco, Guató, Kadiwéu (remanescente dos
antigos Mbayá-Guaicuru) e Terena (incluindo descendentes dos antigos
Kinikinao e Laiana) (ver Tabela 5). Acrescentam-se ainda a esta
relação representantes da etnia Camba, originários da Bolívia, que
atualmente vivem na periferia da cidade de Corumbá, prova de que
as atuais fronteiras político-territoriais platinas nem sempre foram
as fronteiras territoriais para muitas populações indígenas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de a Arqueologia no Centro-Oeste ainda carecer de maiores
dados qualitativos e quantitativos, bem como da revisão e retomada
de várias temáticas, atualmente é possível explorar o cerne de questões
importantes que têm direcionado muitas pesquisas no âmbito regional.
Pode-se afirmar, por exemplo, que a dinâmica das sociedades pré-cabralinas
que ali se estabeleceram não está limitada unicamente à questão
da adaptabilidade ecológica; também é resultado de um processo longo
e contínuo de integração e contatos inter e extra-grupais, os quais
também tiveram uma influência decisiva em seus transcursos culturais.
Também não é mais possível conceber as sociedades pré-coloniais
como grupos semi-nômades, marginais e desprovidos de qualquer
forma de organização social. Este tipo de interpretação parece ser
uma representação, à brasileira, de posturas etnocêntricas, supostamente
fundamentadas em concepções histórico-culturais e ecológico-culturais.
Há casos em que essa idéia foi concebida para áreas onde o contato
com populações não-indígenas já havia promovido mudanças culturais
significativas, drásticas reduções demográficas, dispersão de aldeias
e perda de territórios. Isto não significa, todavia, negar a tese
de que em Arqueologia as interpretações teóricas são construídas
a partir de modelos etnográficos, pois os povos indígenas conhecidos
historicamente, embora não sejam meros fósseis-guias do passado
pré-histórico, resultam de um complexo processo histórico e cultural
de longa ou longuíssima duração. O que importa agora
é deixar de lado formas simplistas de analogias entre o passado
arqueológico e o chamado presente etnográfico. Intensificar
as investigações arqueológicas, etnoarqueológicas, etnoistóricas
e etnográficas, a partir de refinados aparatos teórico-metodológicos,
é uma das tarefas que pesam aos pesquisadores interessados em compreender
o extraordinário e complexo universo que é o transcurso dos povos
indígenas nesta parte do atual território brasileiro.
Há de se registrar ainda que o Centro-Oeste não se limita unicamente
à idéia de Brasil Central; isto pode sugerir que problemas
relativos à pré-história da região estejam limitados à Arqueologia
do antigo Estado de Goiás e do atual Mato Grosso, isto é, que sejam
restritos às atuais fronteiras do Brasil. Outras grandes áreas ecológicas,
como o Pantanal, também precisam ser pensadas dentro de um contexto
sul-americano maior. De todo modo, parte considerável do Centro-Oeste
realmente parece ter sido uma área de confluência, região para onde
grupos ceramistas de regiões distintas se teriam deslocado, conforme
apontam estudos mais recentes.
Dados diversos, incluindo datações radiocarbônicas, demonstram
que as várias sociedades ceramistas pré-coloniais, portadoras de
distintas tradições tecnológicas, estiveram presentes em grande
parte do Centro-Oeste até tempos coloniais. No caso do Pantanal,
pode-se dizer o mesmo dos grupos portadores das tradições Descalvado,
Pantanal e Tupiguarani. Mas, se houve ou não uma continuidade
entre estes grupos e os antigos caçadores-coletores e pescadores-caçadores-coletores,
é questão que ainda não está suficientemente resolvida. No caso
dos grupos ceramistas, provavelmente os contatos diretos e indiretos
mais recentes com povos de além-mar foram decisivos no sentido de
reforçar uma série de transformações, alterando a própria dinâmica
sociocultural então existente e levando muitos grupos a fissões,
também representadas pela presença de sítios pequenos.
Embora os índios sejam agentes de seu próprio processo histórico
e cultural, indubitavelmente a conquista e a colonização ibéricas
e ibero-americanas no interior do continente sul-americano causaram,
e ainda vêm causando, etnocídios, transculturações, deslocamentos
territoriais, reterritorializações e assimilações de dezenas de
povos indígenas no Centro-Oeste. Isto se deu por múltiplos fatores:
escravidão, extrativismo vegetal, guerras de extermínio, mineração,
formação de fazendas, expansão de frentes agropecuárias, políticas
oficiais de colonização agrícola, processos de urbanização etc.
Isto posto, entendemos que neste momento em que parte da população
brasileira, sobretudo as elites, prepara-se para as festividades
do qüingentésimo aniversário da chegada do conquistador português
Pedro Álvares Cabral à porção oriental da América do Sul, é preciso
aprofundar as reflexões acerca da história e da atual realidade
sócio-econômica, política e cultural de nosso país. Às vésperas
de um novo milênio, temas como pré-história ameríndia, preservação
do patrimônio cultural ¾ incluindo aqui o arqueológico ¾ e o saldo
de cinco séculos de contatos entre indígenas e não-indígenas, não
podem ficar à margem de importantes debates nacionais; são de fundamental
importância para um (re)pensar contínuo sobre nossa identidade enquanto
nação e na perspectiva de construirmos uma democracia baseada no
princípio da radicalização da cidadania, enfim, de um Brasil mais
feliz. Logo, a construção de um país mais feliz, com liberdade e
justiça social, também passa pelo respeito aos direitos dos povos
indígenas; do contrário, estaremos caminhando a passos largos rumo
à barbárie.
BIBLIOGRAFIA
AbSaber, A. N. 1988. O Pantanal Mato-grossense e a teoria
dos refúgios. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro,
50:9-57.
AbSaber, A. N. 1994. Redutos florestais, refúgios de fauna
e refúgios de homens. Revista de Arqueologia, São Paulo,
8(2):1-35.
Adámoli, J. 1986. Fitogeografia do Pantanal. Anais do I Simpósio
sobre Recursos Naturais e Sócio-econômicos do Pantanal, Corumbá-MS,
pp.105-106.
Anais da Conferência Internacional sobre o Povoamento das Américas.
1996. Fumdhamentos, São Raimundo Nonato, 1(1).
Andreatta, M. D. 1982. Padrões de povoamento em pré-história
goiana: análise de sítio tipo. Tese de Doutorado. USP, São Paulo.
Andreatta, M. D. 1985. Projeto Anhangüera de Arqueologia de Goiás
(1975-1985). Revista do Museu Paulista, São Paulo, 33:143-156.
Ataídes, J. 1998. Sob o signo da violência: colonizadores e
Kayapó do Sul no Brasil Central. EdUCG, Goiânia.
Barbosa, A. S. 1981-1984. O período arqueológico Arcaico em Goiás.
Anuário de Divulgação Científica, Goiânia, 10:85-97.
Beber, M. V. 1994. Arte Rupestre do Nordeste do Mato Grosso
do Sul. Dissertação de Mestrado. UNISINOS, São Leopoldo.
Becquelin, P. 1993. Arqueologia Xinguana. In: Coelho, V. P. (Org.).
Karl von den Steinein: Um Século de Antropologia no Xingu,
pp.223-232. Edusp, São Paulo.
Bird-David, N. H. 1995. Hunters and gatherers and other people
¾ a re-examination. In: Ingold, Riches e Woodburn (Eds.). Hunters
and Gatheres: History, Evolution and Social Change. Washington.
Boggiani, P. C.; Coimbra, A. M. 1995. Quaternary Limestones of
Pantanal Area, Brazil. Anuário da Academia Brasileira de Ciências,
Rio de Janeiro, 67(3):343-349.
Boggiani, P. C. et al. 1998. Significado paleoclimático das lentes
calcárias do Pantanal de Miranda Mato Grosso do Sul. Anais
do 40º Congresso Brasileiro de Geologia, Belo Horizonte, p.88.
Brochado, J. P. 1984. An Ecological Model of the Spread of Pottery
and Agriculture Into Eastern South America. Tese de Doutorado.
University of Ilinois at Urbana-Champaign, Urbana-Champaign.
Brochado, J. P. 1989. Expansão dos Tupi e da cerâmica da Tradição
Policrômica Amazônica. Dédalo, São Paulo, (27):65-82.
Caggiano, M. A. 1984. Prehistoria del N.E. Argentino: sus vinculaciones
con la República Oriental del Uruguay y Sur de Brasil. Pesquisas,
Série Antropologia, São Leopoldo, 38
Caggiano, M. A. 1994. Arqueología de las tierras bajas del Chaco
Austral (Argentina). Revista de Arqueologia, São Paulo, 8(2):205-218.
Carneiro, R. 1956. Slash-and-burn agriculture: a closer look at
its implications for settlement patterns. In: Wallace, A. F. C.
(Ed.). Men and Cultures. Selected Papers of the V International
Congress of Anthropological and Ethnological Scienses, pp. 229-234.
University of Pensilvania, Philadelphia.
Carvalho, S. M. S. 1992. Chaco: encruzilhada de povos e melting
pot cultural, suas relações com a bacia do Paraná e o Sul
mato-grossense. In: Cunha, M. C. da (Org.). História dos Índios
no Brasil, pp.457-474. FAPESP/Cia das Letras/SMC, São
Paulo.
Cunha, N. G. et al. 1985. Solos Calcimórficos da Sub-Região
do Abobral, Pantanal Mato-grossense. Série Circular Técnica
19. EMBRAPA, Corumbá.
Dias, O. F. 1981. Pesquisas Arqueológicas no Sudeste Brasileiro
II. Boletim do Instituto de Arqueologia Brasileira,
Rio de Janeiro, 2:1-22.
Fensterseifer, E.; Schmitz, P. I. 1975. Fase Iporá: uma fase Tupiguarani
no sudoeste de Goiás. Anuário de Divulgação Científica, Goiânia,
(2):19-7.
Ferrer, D. 1952. Ânua do padre Diogo Ferrer para o provincial sôbre
a geografia e etnografia dos indígenas do Itatim (21-8-1633). In:
Cortesão, J. Jesuítas e Bandeirantes no Itatim (1596-1760),
pp.29-49. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.
Fiedel, S. J. 1996. Prehistoria de América. Tradução de
M. Ríos. 2ª ed. Crítica, Barcelona.
Fogaça, E. 1991. A tradição Itaparica e as indústrias líticas pré-cerâmicas
da Lapa do Boquete (MG-Brasil). Revista do Museu de Arqueologia
e Etnologia,São Paulo, (5):145-158.
Francischini, S. (Org.). 1996. Pantanal: um passeio pelo paraíso
ecológico. Enciclopédia multimídia em cd-rom. Posthage/EMBRAPA/SEBRAE,
Campo Grande.
Girelli, M. 1994. Lajedos com gravuras na região de Corumbá,
MS. Dissertação de Mestrado. UNISINOS, São Leopoldo.
Girelli, M. 1996. Pesquisas arqueológicas no Pantanal do Mato Grosso
do Sul. Estudos Leopoldenses, São Leopoldo, 32(147):91-107.
González, E. M. R. 1996a. A ocupação ceramista pré-colonial
do Brasil Central: origens e desenvolvimento. Tese de Dourado.
USP, São Paulo.
González, E. M. R. 1996b. Os grupos ceramistas pré-coloniais do
Centro-Oeste brasileiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia,
São Paulo, 6: 83-121.
Heckenberger, M. J. 1998. Manioc agriculture and sedentarism in
Amazonia: the Upper Xingu example. Antiquity, 72:633-648.
Herberts, A. L. 1998. Os Mbayá-Guaicurú: área, assentamento,
subsistência e cultura material. Dissertação de Mestrado. UNISINOS,
São Leopoldo.
Kashimoto, E. M. 1997. Variáveis ambientais e Arqueologia no
Alto Paraná. Tese de Doutorado. USP, São Paulo.
Kipnis, R. 1998. Early hunter-gatheres in the Americas: perspectives
from central Brazil. Antiquity, 72:581-592.
La Salvia, F.; Brochado, J. P. 1989. Cerâmica Guarani. 2ª
ed. Posenato Arte e Cultura, Porto Alegre.
Lahr, M. M.; Neves, W. (Org.). Dossiê Surgimento do Homem
na América. Revista USP, São Paulo, 34:5-106.
Magalhães, N. W. de. 1992. Conheça o Pantanal. Terragraph,
São Paulo, 1992.
Martins, D. 1996. Relatórios de levantamento e Resgate de Serra
da Mesa, Museu Antropológico UFG, Goiânia.
Martins, D. 1998. Materiais arqueológicos: indústrias líticas.
Projeto de Salvamento Arqueológico Pré-histórico da UHE
Serra da Mesa. Museu Antropológico-UCG, Goiânia, v.2.
Martins, G. R. 1996. Arqueologia do Planalto de Maracaju-Campo
Grande: o estudo do sítio Maracaju-1 através da análise quantitativa
de sua indústria lítica. Tese de Doutorado. USP, São Paulo.
Martins, G. R. 1998. Relatório de registro de sítios arqueológicos
em Rio Negro-MS. Fronteiras, Campo Grande, 2(4):223-250.
Martins, G. R.; Kashimoto, E. M. 1998. Arqueologia na área impactada
pelo Gasoduto Bolívia-Brasil: trecho Terenos Três Lagoas/MS. Revista
do Museu e Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 8:87-107.
Martins, G. R.; Kashimoto, E. M. 1999a. Resgate arqueológico
na área do Gasoduto Bolívia/Brasil em Mato Grosso do Sul. EdUFMS,
Campo Grande.
Martins, G. R.; Kashimoto, E. M. 1999b. Projeto de Salvamento
Arqueológico na Área Impactada pelo Gasoduto Bolívia/Mato Grosso
(Trecho Brasileiro). Primeiro Relatório Trimensal. FAPEC-UFMS/Gasocidente
do Mato Grosso Ltda., Campo Grande. (não publicado)
Martins, G. R.; Kashimoto, E. M. 1999c. Projeto Salvamento
Arqueológico na Área Impactada pelo Gasoduto Bolívia/Mato Grosso:
Trecho Brasileiro. Anais da X Reunião Científica da Sociedade
de Arqueologia Brasileira, Recife. (no prelo).
Mazz, J. M. L. 1994. Uso y organización del espacio en las tierras
bajas de la cuenca de la Laguna Merín. Revista de Arqueologia,
São Paulo, 8(2):181-204.
Mazz, J. M. L. 1998. La construcción de túmulos entre cazadores-coletores
complexos del Este de Uruguay: la emergencia de la complejidade
entre cazadores-coletores. Fronteiras, Campo Grande, 2(4):297-310.
Meggers, B. J. 1954. Environment limitation on the development
of culture. American Anthropologist, (56):801-824.
Mello, P. et al. 1996. Levantamento e resgate do patrimônio
arqueológico da área diretamente afetada pela Usina Hidrelétrica
Corumbá (GO). Relatório Final. IGPA-UCG, Goiânia.
Miller, E. T. 1983. História da cultura indígena do alto-médio
Guaporé (Rondônia e Mato Grosso). Dissertação de Mestrado. PUCRS,
Porto Alegre.
Miller, E. T. 1987. Pesquisa arqueológica paleoindígena no Brasil
Ocidental. Estudios Atacameños, San Pedro de Atacama, 8:37-61.
Miranda, J. I. et al. 1967. Nota sobre restos arqueológicos del
Chaco (Prov. Argentina). Suplemento Antropológico, Asunción,
2(2):415-423.
Moreira, E. 1981-1984. Análise dos restos de alimentos de origem
animal Programa Arqueológico de Goiás, recolhidos nas escavações
do abrigo GO-JA-01. Anuário de Divulgação Científica, Goiânia,
10:98-112.
Neves, W. A. et al. 1996. Incidência de cáries na população de
Santana do Riacho e o mito do paleoíndio caçador. IV Congreso
de La Asociación Latino Americana de Antropología Biológica,
Buenos Aires.
Noelli, F. S. 1993. Sem Tekohá não há Teko: em busca de modelo
etnoarqueológico da aldeia e da subsistência Guarani... Dissertação
de Mestrado. PUCRS, Porto Alegre.
Oliveira, J. E. de. 1994. A utilização da analogia etnográfica
no estudo dos aterros da região pantaneira de Corumbá, MS. Revista
de Arqueologia, São Paulo, 8(2):159-167.
Oliveira, J. E. de. 1995. Os argonautas Guató... Dissertação
de Mestrado. PUCRS, Porto Alegre.
Oliveira, J. E. de. 1996. Guató ¾ Argonautas do Pantanal.
EDIPUCRS, Porto Alegre.
Oliveira, J. E. de. 1997a. Ambiente e cultura no contexto da ocupação
indígena das áreas inundáveis da planície de inundação do Pantanal.
Notícias de Antropología y Arqueología, Revista Eletrónica,
Buenos Aires, 19:1-19.
Oliveira, J. E. de. 1997b. A teoria dos refúgios e a ocupação indígena
das áreas inundáveis do Pantanal. Revista de Geografia, Campo
Grande, 6:23-30.
Oliveira, J. E. de. 1997c. Levantamento arqueológico, para fins
de diagnóstico de bens pré-históricos, em áreas de implantação de
dutovias. In: Caldarelli, S. B. (Org.). Atas do Simpósio sobre
Política Nacional do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, pp.28-34.
IGPA-UCG/Fórum Interdisciplinar para o Avanço da Arqueologia, Goiânia.
Oliveira, J. E. de. 1997d. A Hidrovia Paraguai-Paraná e o patrimônio
arqueológico brasileiro: denúncia de um caso de sofisma. Fronteiras,
Campo Grande, 1(2):47-64.
Oliveira, J. E. de. 1998. O sítio arqueológico existente no
km 29 do Gasoduto Bolívia-Brasil em Corumbá-MS: relatório final.
UFMS-FAPEC/PETROBRAS, Dourados. (não publicado)
Oliveira, J. E. de; Peixoto, J. L. dos S. 1997. Prospecção arqueológica
na área a ser diretamente impactada pelo Gasoduto Bolívia-Brasil
em Mato Grosso do Sul (km Zero-350). UFMS-FAPEC/PETROBRAS, Corumbá/Dourados.
(não publicado)
Olmedo, M. N. 1966. El Gran Chaco Paraguayo: amparo de civilización
y progresso. Asunción.
Pardi, M. L. 1995. Frentes de expansão: seu potencial e impacto
sobre o patrimônio arqueológico o caso da Amazônia Matogrossense
e a partir de um reconhecimento da 14ª CR/IPHAN. In: Kern, A. A.
(Org.). Anais da VIII Reunião Científica da SAB, v.1, pp.
289-306. Edipucrs, Porto Alegre, 1995.
Passos, J. A. de M. B. 1975. Alguns petróglifos em Mato Grosso
com apêndice sobre outros do Paraguai e Bolívia. Tese de Livre-Docência.
USP, São Paulo.
Peixoto, J. L. dos S. 1995. A ocupação Tupiguarani na borda
oeste do Pantanal Sul-Matogrossense: Maciço do Urucum. Dissertação
de Mestrado. PUCRS, Porto Alegre.
Petrullo, V. M. 1932. Primitive peoples of Matto Grosso. The
Museum Journal, Philadelphia, 2(23):91-178.
Prous, A. 1992. Arqueologia Brasileira. EdUnB, Brasília.
Renfrew, C.; Bahn, P. 1998. Arqueología: teorías, métodos y
práctica. Traducción de M. J. M. Rial. 2ª ed. Akal, Madrid.
Ribeiro, M. et al. 1988. Projeto de Levantamento do Potencial
Arqueológico da UHE Barra do Peixe. IGPA-UCG, Goiânia.
Rogge, J. H.; Schmitz, P. I. 1992. Projeto Corumbá: a cerâmica
dos aterros. Anais da VI Reunião Científica da Sociedade de Arqueologia
Brasileira, Rio de Janeiro, pp.784-791.
Rogge, J. H.; Schmitz, P. I. 1994. Projeto Corumbá: a ocupação
pelos grupos ceramistas pré-coloniais. Revista de Arqueologia,
São Paulo, 8(2):169-180.
Rosa, A. O. 1997. Programa Arqueológico do Mato Grosso do Sul
Projeto Corumbá: análise preliminar dos restos faunísticos. Biblos,
Rio Grande, 9:117-126.
Rosa, A. O. 1998. Os restos faunísticos. Pesquisas, Série
Antropologia, São Leopoldo, 54:171-195.
Schiffer, M. 1988. The struture of Archaeology. American Antiquity,
Washington, 53(3):461-485.
Schmidt, M. 1912. Reisen in Matto Grosso im Jahre 1910. Zeitschrift
für Ethnologie, Berlin, 44(1):130-174.
Schmidt, M. 1914. Die Guato und ihr Gebiet. Ethnologische und archäologische
Ergebnisse der Expedition zum Caracara-fluss in Matto-Grosso. Baessler-Archiv,
Berlin, 4(6):251-283.
Schmidt, M. 1928. Ergebnisse meiner zweijährigen Forschungsreise
in Mato-Grosso; September 1926 bis August 1928. Zeitschrift für
Ethnologie, Berlin, 60(1-3):85-124.
Schmidt, M. 1940a. Hallazgos Prehistoricos en Matto-Grosso. Revista
de la Sociedad Científica del Paraguay, Asunción, 1(5):27-62.
Schmidt, M. 1940b. Nuevos hallazgos de grabados rupestres en Matto
Grosso. Revista de la Sociedad Científica del Paraguay, Asunción,
1(5):63-71.
Schmidt, M. 1942a. Estudos de Etnologia Brasileira. Tradução
de C. B. Cannabrava, Cia Editora Nacional, São Paulo.
Schmidt, M. 1942b. Resultados de mi tercera expedición a los Guatós
efectuada en el año de 1928. Revista de la Sociedad Científica
del Paraguay, Asunción, 5(6):41-75.
Schmidt, M. 1951. Anotaciones sobre las plantas de cultivo y los
metodos de agricultura de los indígenas sudamericanos. Revista
do Museu Paulista, São Paulo, 5:239-252.
Schmitz, P. I. 1976-1977. Arqueologia de Goiás: seqüência cultural
e datações de C14. Anuário de Divulgação Científica, Goiânia.
Schmitz, P. I. 1980. A evolução da cultura no Sudoeste de Goiás.
Pesquisas, Série Antropologia, São Leopoldo, 31.
Schmitz, P. I. 1981-1982. Novos petroglifos em Goiás, Monte do
Carmo, Caiapônia e Serranópolis. Arquivos do Museu de História
Natural, Belo Horizonte, 6-7:409-418.
Schmitz, P. I. 1984. Caçadores e coletores antigos no Sudeste,
Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. IAP-UNISINOS, São Leopoldo.
Schmitz, P. I. 1993. Programa Arqueológico do MS Projeto
Corumbá. In: Schmitz, P. I. (Org.). Trabalhos Apresentados no
VI Simpósio Sul-riograndense de Arqueologia, pp.40-47. IAP-UNISINOS,
São Leopoldo.
Schmitz, P. I. 1997. Pantanal: os primeiros passos da pré-histórica.
Ciência Hoje, Rio de Janeiro, 129(22):36-45.
Schmitz, P. I. 1998. Arqueologia em Mato Grosso do Sul: dois projetos,
dois resultados. Fronteiras, Campo Grande, 2(4):203-223.
Schmitz, P. I. 1999a. A questão do Paleoíndio. In: Tenório, M.
C. (Org.). Pré-história da Terra Brasilis, pp.55-59. EdUFRJ,
Rio de Janeiro.
Schmitz, P. I. 1999b. Pescadores-caçadores-coletores do Pantanal
do Mato Grosso do Sul. In: Tenório, M. C. (Org.). Pré-história
da Terra Brasilis, pp.149-156. EdUFRJ, Rio de Janeiro.
Schmitz, P. I.; Barbosa, A. S. 1985. Horticultores pré-históricos
do Estado de Goiás. IAP-UNISINOS, São Leopoldo.
Schmitz, P. I. et al. 1978-1980. O Paleoíndio em Goiás. Anuário
de Divulgação Científica, Goiânia, 5:22-24.
Schmitz, P. I. et al. 1981-1982. Os horticultores do Centro-Sul
de Goiás. Arquivos do Museu de História Natural, Belo Horizonte,
6-7:221-234.
Schmitz, P. I. et al. 1982. Arqueologia do Centro-Sul de Goiás:
uma fronteira de horticultores indígenas no Centro do Brasil. Pesquisas,
Série Antropologia, São Leopoldo, 33.
Schmitz, P. I. et al. 1986. Caiapônia. IAP-UNISINOS, São
Leopoldo.
Schmitz, P. I. et al. 1989. Arqueologia nos cerrados do Brasil
central. Serranópolis I. Pesquisas, Série Antropologia, 44.
Schmitz, P. I. et al. 1991. Os aterros dos campos do Sul: a Tradição
Vieira. In: Kern, A. A. (Org.). Arqueologia Pré-histórica do
Rio Grande do Sul, pp.221-250. Mercado Aberto, Porto Alegre.
Schmitz, P. I. et al. 1997a. Serranópolis II. As pinturas e
gravuras dos abrigos. IAP-UNISINOS, São Leopoldo.
Schmitz, P. I. et al. 1997b. O Projeto Corumbá, oito anos de pesquisa
no Pantanal do Mato Grosso do Sul. Trabalhos apresentados pela
equipe do Instituto Anchietano de Pesquisas por ocasião da IX Reunião
Científica da Sociedade de Arqueologia Brasileira. IAP, São
Leopoldo.
Schmitz, P. I. et al. 1998. Aterros indígenas no Pantanal do Mato
Grosso do Sul. Pesquisas, Série Antropologia, São Leopoldo,
54.
Schuch, M. E. J. 1995. Xaray e Chané: índios frente à expansão
espanhola e portuguesa no Alto Paraguai. Dissertação de Mestrado.
UNISINOS, São Leopoldo.
Silva, C. J. da; Silva, J. A. F. 1995. No Ritmo das Águas do
Pantanal. NUPAUB/USP, São Paulo.
Silva, F. A. 1992. Manifestações artísticas pré-históricas: um
estudo descritivo-classificatório e interpretativo da arte rupestre
de Serranópolis Goiás. Dissertação de Mestrado. UFRGS, Porto
Alegre.
Silva, R. et al. 1997. Resgate arqueológico dos sítios Lourenço
e Gengibre. Nacional/IGPA-UCG, Goiânia.
Simões, M. 1967. Considerações preliminares sobre a Arqueologia
do Alto Xingu (Mato Grosso). PRONAPA 1: Resultados Preliminares
do Primeiro Ano (1965-1966). Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém.
Simonsen, I. 1975. Alguns sítios arqueológicos da Fase Bambuí
em Goiás. Museu Antropológico-UFG, Goiânia.
Simonsen, I.; Oliveira, A. de P. 1976. A cerâmica da Lagoa de
Mirararré: notas prévias. Museu Antropológico-UFG, Goiânia.
Simonsen, I. et al. 1983-1984. Sítios cerâmicos da Bacia do Paranã
¾ Goiás. Arquivos do Museu de História Natural, Belo Horizonte,
8-9:121-129.
Soares, A. L. R. 1997. Guarani: Organização Social e Arqueologia.
Edipucrs, Porto Alegre.
Souza, A. M. de. 1997. Dicionário de Arqueologia. ADESA,
Rio de Janeiro.
Souza, A. M. de. et al. 1979. Projeto Bacia do Paraná II.
Museu AntropológicoUFG, Goiânia.
Souza, A. M. de. et al. 1981-1982. Seqüência Arqueológica da Bacia
do Paranã fases pré-cerâmicas: Cocal, Paranã e Terra Ronca.
Arquivos do Museu de História Natural, Belo Horizonte, 6-7:81-87.
Stern, A. B. de. 1941. Hallazgos arqueológicos en una zona inexplorada
del Chaco. Boletín del Museo Colonial, Histórico y de Bellas
Artes, Buenos Aires, 1(1):11-24.
Stern, A. B. 1944. Hallazgos de alfareria decorada en el territorio
del Chaco. Relaciones de la Sociedad Argentina de Antropología,
Buenos Aires, (4):157-161.
Susnik, B. J. 1959. Material arqueológico del area alto-paraguayense
(Puerto 14 de Mayo). Boletín del la Sociedad Científica del Paraguay
y del Museo Etnográfico Andrés Barbero, Asunción,
3(1):81-103.
Susnik, B. J. 1961. Classificación de las poblaciones indígenas
del area chaqueña. In: Manual de Etnografia Paraguaya, pp.209-212.
Museo Etnográfico Andrés Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1972. Dimenciones migratorias y pautas culturales
de los pueblos del Gran Chaco y de su periferia (enfoque etnológico).
Suplemento Antropológico, Asunción, 1-2(7):85-107.
Susnik, B. J. 1975. Dispersión Tupi-Guaraní pré-histórica: ensayo
analítico. Museo Etnográfico Andrés Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1978. Etnografia del Chaco Boreal y su periferia
(siglos XVI y XVIII). Série Los Aborígenes del Paraguay I. Museo
Etnográfico Andrés Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1994. Interpretación Etnocultural de la Complejidad
Sudamericana Antigua I (formación y dispersión étnica). Museo
Etnográfico Andrés Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1995. Interpretación Etnocultural de la Complejidad
Sudamericana Antigua I (formación y dispersión étnica). Museo
Etnográfico Andrés Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1996. Poblados ¾ Vivendas. Manufactura
Utilitária (ámbito sudamericano). Serie Manuales del Museo
Etnográfico Andrés Barbero VI. Museu Etnográfico Andrés
Barbero, Asunción.
Susnik, B. J. 1998. Artesanía Indígena. El Lector, Asunción.
Tenório, M. C. (Org.). 1999. Pré-história da Terra Brasilis.
EdUFRJ, Rio de Janeiro.
Veroneze, E. 1993. A ocupação do planalto central brasileiro:
o nortesde do Mato Grosso do Sul. Dissertação de Mestrado. UNISINOS,
São Leopoldo.
Viana, S. A. 1996. Análise espacial intra-sítio: o estudo do sítio
Lourenço (GO-CA-14). Revista de Arqueologia, Rio de Janeiro,
9:65-87.
Viana, S. A. 1999. Sub-projeto de levantamento do patrimônio
arqueológico pré-histórico da região da UHE-Manso/MT. Relatório
Final. IGPA-UCG, Goiânia.
Vilhena-Vialou, A.; Vialou, D. 1987. Les peintures pariétales de
Santa Elina, Mato Grosso, Brésil. Bulletim de la Societé Prehistorique
Française, Paris, 84:10-12.
Vilhena-Vialou, A.; Vialou, D. 1989. Abrigo pré-histórico Santa
Elina, Mato Grosso: habitats e arte rupestre. Revista de Pré-história,
São Paulo, 7:34-53.
Vilhena-Vialou, A.; Vialou, D. 1994. Les premiers peuplements préhistoriques
du Mato Grosso. Bulletin de la Société Préhistorique Française,
Paris, 91(4-5):257-263.
Willey, G. R. 1971. An Introduction to American Archaeology.
Prentice-Hall, Englewood Cliffs, v.2.
Willey, G. R.; Phillips, P. 1958. Method and Theory in American
Archaeology. University of Chicago Press, Chicago.
Wüst, I. 1975. A cerâmica Karajá de Arauanã. Anuário de Divulgação
Científica, Goiânia, 2(2):95-166.
Wüst, I. 1983a. Aspectos da ocupação pré-colonial em uma área
do Mato Grosso de Goiás ¾ tentativa de análise espacial.
Dissertação de Mestrado. USP, São Paulo.
Wüst, I. 1983b. A pesquisa etnoarqueológica entre os Bororo do
Mato Grosso. Arquivo do Museu de História Natural, Belo Horizonte,
8-9:285-296.
Wüst, I. 1989. Aspectos da ocupação pré-colonial em uma área nuclear
Bororo entre os rios Vermelho e Garças, MT. Dédalo, Publicações
Avulsas, São Paulo, 1:61-171.
Wüst, I. 1990. Continuidade e Mudança ¾ para uma interpretação
dos grupos ceramistas pré-coloniais da bacia do rio Vermelho, Mato
Grosso. Tese de Doutorado. USP, São Paulo.
Wüst, I. 1992. Contribuições arqueológicas, etnoarqueológicas e
etno-históricas para o estudo dos grupos tribais do Brasil central:
o caso Bororo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia,
São Paulo, 2:13-26.
Wüst, I. 1994. The Eastern Bororo from an Archaeological Perspective.
In: Roosevelt, A. (Ed.). Amazonia Indians from Prehistory to
the Present: Anthropological Perspectives, pp.315-352. The University
of Arizona Press, Tucson.
Wüst, I. 1998a. Continuities and discontinuities: archaeology and
ethnoarchaeology in the heart of the Eastern Bororo territory, Mato
Grosso, Brazil. Antiquity 72(277):663-675.
Wüst, I. 1999. As aldeias dos agricultores ceramistas do Centro-Oeste
brasileiro. In: Tenório, M. C. (Org.). Pré-história da Terra
Brasilis, pp.321-337. EdUFRJ, Rio de Janeiro.
Wüst, I.; Barreto, C. 1999. The ring villages of central Brazil:
a challenge for amazonian archaeolgy. Latin American Antiquitity,
Washington, 10(1):3-23.
Wüst, I.; Carvalho, H. B. 1996. Novas perspectivas para o estudo
dos ceramistas pré-coloniais do Centro-Oeste brasileiro: a análise
espacial do sítio Guará 1 (GO-NI-100). Revista do Museu de Arqueologia
e Etnologia, São Paulo, 6:47-81.
Wüst, I.; Migliácio, M. C. 1994. Programa para Preservação do
Patrimônio Arqueológico Pantaneiro. Relatório ao IBPC 14ª
Coordenação Regional, Brasília. Goiânia/Cuiabá. (não publicado)
Wüst, I.; Schmitz, P. I. 1975. Fase Jataí: estudo preliminar. Anuário
de Divulgação Científica II, Goiânia, (2):71-93.
Wüst, I.; Vaz, L. J. de M. 1998. Grafismos de ação no alto São
Francisco, sudeste do Mato Grosso. Revista do Museu Antropológico,
Goiânia, 2(1):47-88.
T
TABELA 1 DATAÇÕES ABSOLUTAS PARA SÍTIOS DO CENTRO-OESTE
À EXCEÇÃO DO PANTANAL
|
SÍTIO E FILIAÇÃO TECNOLÓGICA
|
DATA(S)
|
LABORATÓRO
|
REFERÊNCIA
|
|
GO-PA-02 (Ceramista Tradição Una)
|
740±90 AP (CV)
|
GIF-3909/75
|
Simonsen et al. (1983-1984)
|
|
GO-PA-08 (Ceramista Tradição Una)
|
1.230±90 AP (CV)
|
GIF-3910/75
|
Simonsen et al. (1983-1984)
|
|
GO-RS-01
(Ceramistas Tradições Una e Tupiguarani)
|
410 AP (CV)
|
*
|
González (1996)
|
|
GO-RV-02 (Ceramista Tradição Aratu)
GO-RV-02 (Ceramista Tradição Aratu)
GO-RV-02 (Ceramista Tradição Aratu)
|
1.120±90 AP (CV)
1.090±110 AP (CV)
980±110 AP (CV)
|
GAK-7267
GAK-7266
GAK-7265
|
Andreatta (1982)
Andreatta (1985)
Andreatta (1985)
|
|
GO-RV-13 (Ceramista Tradição Aratu)
|
775±60 AP (CV)
|
TL-USP
|
Andreatta (1985)
|
|
GO-JU-O4 (Ceramista Tradição Aratu)
|
960±75 AP (CV)
|
SI-2768
|
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-JU-17 (Ceramista Tradição Uru)
|
760±75 AP (CV)
|
SI-2773
|
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-JU-23 (Ceramista Tradição Uru)
|
690±70 AP (CV)
|
SI-2772
|
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-JU-39 (Ceramista Tupiguarani)
GO-JU-39 (Ceramista Tupiguarani)
|
620±55 AP (CV)
510±75 AP (CV)
|
N-2351
N-2352
|
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-JU-41 (Ceramista Tradição Uru)
|
AD Século XX (DT)
|
-
|
Wüst (1990)
|
|
GO-NI-02 (Ceramista Tradição Una?)
|
1.060 d.C. (CV)
|
*
|
González (1996)
|
|
GO-NI-06 (Ceramista Tradição Una)
|
1.060±90 AP (CV)
|
GAK-7267
|
Andreatta (1985)
|
|
GO-NI-08
|
10.605±125 AP (CV)
|
SI-8416
|
Andreatta (1985)
|
|
GO-NI-28 (Ceramista Tradição Uru)
|
680±90 AP (CV)
|
SI-2766
|
Wüst (1983)
|
|
GO-NI-35 (Ceramista Tradição Uru)
|
530±90 AP (CV)
|
SI-2765
|
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-NI-49 (Aceramista Tradição Itaparica)
|
10.750±300 AP (CV)
|
SI-2769
|
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-NI-124 (Ceramista)
GO-NI-124 (Ceramista)
|
1.052 AP (TL)
@ 254 AP (TL)
|
TL/USP SM-248
TL/USP SM-253
|
Martins (1998)
Martins (1998)
|
|
GO-NI-125 (Ceramista)
|
507 AP (TL)
|
TL/USP SM-251
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-127 (Ceramista)
|
280 AP (TL)
|
TL/USP SM-292
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-128 (Ceramista)
|
354 AP (TL)
|
TL/USP SM-230
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-132 (Ceramista)
|
817 AP (TL)
|
TL/USP SM-231
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-133 (Ceramista)
GO-NI-133 (Ceramista)
GO-NI-133 (Ceramista)
|
1089 AP (TL)
698 AP (TL)
867 AP (TL)
|
TL/USP SM-252
TL/USP SM-228
TL/USP SM-249
|
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
|
|
GO-NI-134 (Ceramista)
GO-NI-134 (Ceramista)
|
1.204 AP (TL)
990 AP (TL)
|
TL/USP SM-232
TL/USP SM-233
|
Martins (1998)
Martins (1998)
|
|
GO-NI-137 (Ceramista)
|
987 AP (TL)
|
TL/USP SM-236
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-135 (Ceramista)
|
834 AP (TL)
|
TL/USP SM-235
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-136 (Ceramista)
|
1.127 AP (TL)
|
TL/USP SM-287
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-152 (Ceramista)
|
483 AP (TL)
|
TL/USP SM-245
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-154 (Ceramista)
|
524 AP (TL)
|
TL/USP SM-229
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-155 (Ceramista)
|
308 AP (TL)
|
TL/USP SM-288
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-168 (Ceramista)
|
817 AP (TL)
|
TL/USP SM-314
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-169 (Ceramista)
|
1.131 AP (TL)
|
TL/USP SM-313
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-170 (Ceramista)
|
326 AP (TL)
|
TL/USP SM-247
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-172 (Ceramista)
|
1.025 AP (TL)
|
TL/USP SM-246
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-173 (Ceramista)
|
566 AP (TL)
|
TL/USP SM-234
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
GO-NI-176 (Ceramista)
|
1.667 AP (TL)
1.113 AP (TL)
1.905 AP (TL)
2.121 AP (TL)
1.091 AP (TL)
1.326 AP (TL)
1.041 AP (TL)
828 AP (TL)
718 AP (TL)
597 AP (TL)
587 AP (TL)
577 AP (TL)
|
TL/USP SM-250
TL/USP SM-238
TL/USP SM-239
TL/USP SM-240
TL/USP SM-241
TL/USP SM-242
TL/USP SM-257
TL/USP SM-243
TL/USP SM-244
TL/USP SM-255
TL/USP SM-256
TL/USP SM-258
|
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
|
|
GO-NI-182 (Ceramista)
|
> 2.000 AP (TL)
|
TL/USP SM-311
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-188 (Ceramista)
|
617 AP (TL)
|
TL/USP SM-310
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-194 (Ceramista)
|
678 AP (TL)
|
TL/USP SM-293
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-195 (Ceramista)
|
693 AP (TL)
|
TL/USP SM-289
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-202 (Ceramista)
GO-NI-202 (Ceramista)
GO-NI-202 (Ceramista)
GO-NI-202 (Ceramista)
|
792 AP (TL)
615 AP (TL)
522 AP (TL)
441AP (TL)
|
TL/USP SM-261
TL/USP SM-286
TL/USP SM-259
TL/USP SM-260
|
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
Martins (1998)
|
|
GO-NI-206 (Ceramista)
|
761 AP (TL)
|
TL/USP SM-295
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-209 (Ceramista)
|
781 AP (TL)
|
TL/USP SM-294
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-211 (Ceramista)
|
360 AP (TL)
|
TL/USP SM-309
|
Martins (1998)
|
|
GO-NI-217 (Ceramista)
|
692 AP (TL)
|
TL/USP SM-290
|
Martins (1998)
|
|
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-01 (Aceramistas Tradições Itaparica e Serranópolis)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis?)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-01 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-01 (Ceramista Tradição Una)
GO-JA-01 (Ceramista Tradição Una)
GO-JA-01 (Ceramista Tradição Una)
|
10.580±115 AP (CV)
10.400±130 AP (CV)
9.510±60 AP (CV)
9.060±65 AP (CV)
9.020±70 AP (CV)
8.915±115 AP (CV)
8.740±90 AP (CV)
8.805±100 AP (CV)
7.420±80 AP (CV)
7.395±80 AP (CV)
7.250±95 AP (CV)
6.690±90 AP (CV)
1.000±75 AP (CV)
925±60 AP (CV)
915±75 AP (CV)
|
SI-3699
N-2348
SI-3700
SI-3698
SI-3697
SI-3695
N-2347
SI-3696
SI-3694
SI-3692
SI-3693
SI-3691
N-2349
SI-3690
N-2346
|
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-JA-02 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-02 (Aceramista Tradição Itaparica)
|
10.120±80 AP (CV)
9.195±75 AP (CV)
|
SI-3108
SI-3107
|
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-JA-03 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-03 (Aceramista Tradição Serranópolis)
|
9.765±75 AP (CV)
5.720±50 AP (CV)
|
SI-3110
SI-3109
|
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-JA-11 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-11 (Ceramista Tradição Una)
|
1.350±75 AP (CV)
1.000±75 AP (CV)
|
N-2350
N-3111
|
Schmitz (1976-1977)
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-JA-14 (Aceramista Tradição Itaparica)
|
10.740±85 AP (CV)
|
SI-3111
|
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-JA-23 (Aceramista Tradição Serranópolis)
|
4.505±55 AP (CV)
3.000±50 AP (CV)
2.900±50 AP (CV)
2.740±60 AP (CV)
2.475±70 AP (CV)
2.345±55 AP (CV)
2.140±55 AP (CV)
|
SI-5561
SI-5560
SI-5559
SI-5557
SI-5556
SI-5558
SI-5555
|
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-JA-26 (Aceramista Tradição Itaparica)
GO-JA-26 (Aceramista Tradição Itaparica)
|
8.880±90 AP (CV)
8.370±85 AP (CV)
|
SI-5563
SI-5562
|
Schmitz et al. (1989)
Schmitz et al. (1989)
|
|
GO-CP-02 (Aceramista Tradição Serranópolis)
GO-CP-02 (Ceramista Tradição Aratu)
GO-CP-02 (Ceramista Tradição Aratu)
|
4.560±150 AP (CV)
1.140±90 AP (CV)
1.070±105 AP (CV)
|
SI-473
SI-2770
SI-2771
|
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-CP-05 (Aceramista)
GO-CP-05 (Ceramista)
|
4.100±65 AP (CV)
2.920±75 AP (CV)
|
SI-6741
SI-6740
|
Schmitz (1976-1977)
Schmitz (1976-1977)
|
|
GO-CP-06 (Ceramista)
|
1.020±40 AP (CV)
|
SI-6742
|
Schmitz et al. (1986)
|
|
GO-CP-16 (Aceramista)
|
4.455±115 AP (CV)
|
SI-6743
|
Schmitz et al. (1986)
|
|
GO-CP-32 (Ceramista)
|
1.200±65 AP (CV)
|
SI-6744
|
Schmitz et al. (1986)
|
|
GO-CP-34 (Ceramista Tradição Aratu)
|
1.020±65 AP (CV)
|
SI-6744
|
Schmitz et al. (1986)
|
|
GO-CA-01 (Ceramista Tradição Aratu)
|
895±90 AP (CV)
|
SI-2195
|
Schmitz et al. (1976-1977)
|
|
GO-CA-02 (Ceramista Tradição Aratu)
|
1.779±170 AP(TL)?
|
TL-USP
|
Andreatta (1985)
|
|
GO-CA-11 (Ceramista Tradição Aratu)
|
480±50 AP (CV?)
|
BETA-92530
|
Mello et al. (1996)
|
|
GO-CA-14 (Ceramista Tradição Aratu)
GO-CA-14 (Ceramista Tradições Aratu e Tupiguarani)
GO-CA-14 (Ceramista Tradições Aratu e Tupiguarani)
|
1.220±50 AP (CV?)
590±50 AP (CV?)
600±70 AP (CV?)
|
BETA-99031
BETA-99032
BETA-99033
|
Silva et a1ii (1997)
Silva et a1ii (1997)
Silva et a1ii (1997)
|
|
GO-CA-21 (Ceramista Tradição Aratu)
|
1.650±50 AP (CV?)
|
BETA-92528
|
Mello et al. (1996)
|
|
G0-CA-25 (Ceramista Tradição Aratu)
|
2.280±60 AP (CV?)
|
BETA-92529
|
Mello et al. (1996)
|
|
Abrigo Vermelho (Ceramista?)
|
1.250±90 AP (CV?)
|
GIF-8662*
|
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
|
|
Ferraz Egreja (Aceramista)
Ferraz Egreja (Aceramista)
Ferraz Egreja (Aceramista)
Ferraz Egreja (Aceramista)
Ferraz Egreja (Ceramista?)
Ferraz Egreja (Ceramista?)
Ferraz Egreja (Ceramista?)
|
4.610±60 AP (CV?)
3.620±60 AP (CV?)
2.200±80 AP (CV?)
2.110±120 AP (CV?)
1.700±50 AP (CV?)
1.570±50 AP (CV?)
1.340±50 AP (CV?)
|
GIF-6249
GIF-6248
GIF-7087
GIF-6712
GIF-7087
GIF-7878
GIF-9046
|
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
|
|
Caverna Perdida (Ceramista)
|
180±90 AP (CV?)
|
GIF-6713
|
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
|
|
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Aceramista)
Santa Elina (Ceramista)
|
10.120±60 AP (CV?)
9.460±90 AP (CV?)
7.940±70 AP (CV?)
7.010±70 AP (CV?)
6.750±230 AP (CV?)
6.410±60 AP (CV?)
6.040±70 AP (CV?)
5.690±70 AP (CV?)
5.110±230 AP (CV?)
3.970±60 AP (CV?)
2.990±60 AP (CV?)
2.600±60 AP (CV?)
2.350±60 AP (CV?)
275±40 AP (CV?)
|
GIF-8954
GIF-9367
GIF-9039
GIF-9369
GIF-9040
GIF-9041
GIF-7084
GIF-7085
GIF-7983
GIF-7379
GIF-7086
GIF-7758
GIF-7380
GIF-8890
|
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
|
|
Caverna vermelha (Ceramista?)
|
1.250±80 AP (CV?)
|
GIF-8662
|
Vilhena-Vialou e Vialou (1994)
|
|
Abrigo do Sol (Aceramista)
Abrigo do Sol (Aceramista)
Abrigo do Sol (Aceramista)
Abrigo do Sol (Aceramista)
|
19.400±1.100 AP (CV)**
14.470±140 AP (CV)**
10.405±100 AP (CV)
9.370±70 AP (CV)
|
*
*
SI-3476
SI-3479
|
Miller (1983, 1987)
Miller (1983, 1987)
Miller (1983, 1987)
Miller (1983, 1987)
|
|
MT-SL-03 (Ceramistas Tradições Uru e Tupiguarani)
|
1.090±60 AP (CV)
|
N-5113
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-04b (Ceramistas Tradições Bororo, Tupiguarani
e Uru)
|
700±70 AP (CV)
|
BETA-27426
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-11 (Aceramistas?)
MT-SL-11 (Ceramistas Tradições Bororo e Uru)
|
2.110±65 AP (CV)
230±70 AP (CV)
|
BETA-27427
BETA-27427
|
Wüst (1990)
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-24 (Ceramista Tradição Uru)
|
1.360 d.C. (CV)
|
*
|
González (1996)
|
|
MT-SL-29(Ceramista Tradição Uru)
|
1.150±65 AP (CV)
|
N-5114
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-31 (Aceramista)
|
10.080±80 AP (CV)
|
BETA-78053
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-31 (Ceramista Tradição Una?)
|
1.090±75 AP (CV)
|
N-5115
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-37 (Aceramista?)
|
2.570±70 AP (CV)
|
BETA-27428
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-38 (Aceramista?)
|
2.560±80 AP (CV)
|
N-5112
|
Wüst (1990)
|
|
MT-RN-36 (Ceramista Tradição Bororo)
|
Séculos 19 e 20 (DT)
|
--
|
Wüst (1990)
|
|
MT-RN-39 (Ceramista Tradição Uru)
|
1.150 AP (CV)
|
N-
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-43 (Ceramista Tradição Uru)
|
950±60 AP (CV)
|
BETA-27429
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-44 (Ceramista)
MT-SL-44 (Ceramista)
|
1.100±60 AP (CV)
940±50 AP (CV)
|
BETA-27430
BETA-27431
|
Wüst (1990)
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-45 (Ceramista)
|
595±50 AP (CV)
|
NBL-14888
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-51 (Ceramista Tradição Uru)
|
590±60 AP (CV)
|
BETA-27432
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-61 (Ceramista Tradição Uru)
|
780±70 AP (CV)
|
BETA-31030
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-62 (Ceramista Tradição Uru)
|
450±70 AP (CV)
|
BETA-31031
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-62a (Aceramista?)
|
1.700±70 AP (CV)
|
BETA-31032
|
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-62b (Aceramista?)
MT-SL-62b (Ceramista Tradição Tupiguarani)
|
1.810±60 AP (CV)
680±60 AP (CV)
|
BETA-31034
BETA-31033
|
Wüst (1990)
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-71 (Aceramista)
MT-SL-71 (Aceramista?)
MT-SL-71 (Ceramista)
|
5.750±80 AP (CV)
1.700±70 AP (CV)
1.130±60 AP (CV)
|
BETA-31037
BETA-31036
BETA-31035
|
Wüst (1990)
Wüst (1990)
Wüst (1990)
|
|
MT-SL-72 (Aceramista?)
|
2.390±60 AP (CV)
|
BETA-78256
|
Wüst e Vaz (1998)
|
|
MT-SL-74 (Aceramista)
|
5.750±80 AP (CV)
|
*
|
Wüst (1990)
|
|
Barranco (Ceramista?)
|
1.720±120 AP (CV)
|
NLB-14887
|
Wüst (1990)
|
|
MT-GA-06 (Aceramista?)
MT-GA-06 (Aceramista?)
|
3.470±75 AP (CV)
2.970±70 AP (CV)
|
N-5117
BETA-27424
|
Wüst (1990)
Wüst (1990)
|
|
MT-GU-08 (Aceramista?)
|
1.945 AP (CV)
|
*
|
Wüst (1990)
|
|
MT-AX-01 (Ceramista)
|
830±90 AP (CV)
|
SI-716
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-AX-02 (Ceramista)
|
830±75 AP (CV)
|
SI-713
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-AX-08 (Ceramista)
|
920±90 AP (CV)
|
GIF-3308
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-FX-06 (Ceramista)
MT-FX-06 (Ceramista)
MT-FX-06 (Ceramista)
MT-FX-06 (Ceramista)
|
180±60 AP (CV)
360±70 AP (CV)
700±70 AP (CV)
1.000±70 AP (CV)
|
BETA-72260
BETA-81301
BETA-78979
BETA-72261
|
Wüst e Barreto (1999)
Wüst e Barreto (1999)
Wüst e Barreto (1999)
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-FX-07 (Ceramista)
|
680±70 AP (CV)
|
GIF-5365
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-FX-11 (Ceramista)
|
440±70 AP (CV)
|
BETA-72263
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MT-FX-12 (Ceramista)
|
190±60 AP (CV)
|
BETA-72264
|
Wüst e Barreto (1999)
|
|
MS-PA-02 (Aceramista)
MS-PA-02 (Aceramista)
MS-PA-02 (Aceramista)
|
10.470±120 AP (CV)
10.340±110 AP (CV)
10.090±70 AP (CV)
|
*
BETA-22645
BETA-22634
|
Veroneze (1993)
Veroneze (1993)
Veroneze (1993)
|
|
MS-IV-08 (Ceramista)
|
425±25 AP (TL)
|
TL-USP
|
Relatório Porto Primavera
|
|
MS-PR-13 (Ceramista)
|
239±10 (TL)
|
TL-USP
|
Relatório Porto Primavera
|
|
MS-PR-22 (Ceramista)
|
370±20 AP (TL)
|
TL-USP
|
Relatório Porto Primavera
|
|
MS-PR-26 (Ceramista)
|
480±30 AP (TL)
|
TL-USP
|
Relatório Porto Primavera
|
|
MS-PR-35 (Ceramista)
|
625±40 AP (TL)
|
TL-USP
|
Relatório Porto Primavera
|
|
MS-PR-39 (Ceramista)
|
580±40 AP(TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-41 (Ceramista)
|
245±15 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-46 (Ceramista)
|
280±15 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-55 (Ceramista)
|
565±15 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-64 (Ceramista)
MS-PR-64 (Ceramista)
|
1.015±75 AP (TL)
1.248±100 AP (TL)
|
TL-USP
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-85 (Ceramista)
|
1.493±100 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-90 (Ceramista)
|
909±80 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PR-98 (Ceramista)
|
480±30 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PD-02 (Ceramista)
|
2.640±65 AP (CV)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PD-04 (Ceramista)
|
432±32 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PD-06 (Ceramista)
|
240±30 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
MS-PD-07 (Ceramista)
|
275±20 AP (TL)
|
TL-USP
|
Kashimoto (1997)
|
|
Mundo Novo (Ceramista)
|
610±80 AP (CV)
|
BETA-131300
|
Viana et al. (1999)
|
|
Maracaju-1 (Ceramista)
|
1.162±80 d.C. (CL)
|
TL-USP
|
Martins (1996)
|
|
Maracaju-1 (Ceramista)
|
610±50 AP (CV)
|
GIF-8330
|
Martins (1996)
|
|
Aquidauana-3 (Ceramista)
|
890±50 AP (CV)
|
GIF-8680
|
Martins (1996)
|
|
Nota: (*) informação não obtida; (**) datação questionável
quanto à sua correlação com a presença humana; (CV) datação
radiocarbônica convencional; (CL) datação radiocarbônica calibrada;
(DT) datação segundo dados históricos textuais; (TL) datação
por termoluminescência.
|
TABELA 2 PROJETOS DE PESQUISA NO CENTRO-OESTE À EXCEÇÃO
DO PANTANAL
|
PROJETO
|
PERÍODO
|
COORDENAÇÃO
|
LOCALIZAÇÃO
|
|
Levantamento e Cadastro dos Sítios Arqueológicos do Estado
de Goiás
|
1971-1974
|
I. Simonsen
A. P. Oliveira
|
Goiás
|
|
Alto Tocantins
|
1973-1982
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
14º a 16º S e 46º30 a 50º W (Goiás)
|
|
Cocal
|
1974
|
I. Simonsen
|
Sudeste de Goiás
|
|
Alto Araguaia
|
1974-1986
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
14º a 17º S e 50º a 53º30 W (Goiás)
|
|
Abadia
|
1974-1977
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
17º30 S e 49º30 a 50º30 W (Goiás)
|
|
Complementar Centro-Sul
|
1975*
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
17º a 19º S e 47º a 50º W (Goiás)
|
|
Paranaíba
|
1975-1997
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
17º a 19º30 S e 50º a 53º30 W (Goiás)
|
|
Anhangüera de Arqueologia de Goiás
|
1975-1985
|
M. Andreatta
L. Palestrini
|
Rios Verde e Niquelândia (Goiás)
|
|
Bacia do Paranã
|
1975-1982
|
A. Mendonça
|
Bacia do Paranã (Goiás)
|
|
Extremo Norte
|
**
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
5º a 8º S e 46º a 50º W (Goiás)
|
|
Padrões de Assentamento de Grupos Agricultores no Mato Grosso
de Goiás
|
1978-1982
|
I. Wüst
|
Mato Grosso de Goiás-GO
|
|
Médio Tocantins
|
1979*
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
9º a 13º S e 47º30 a 49º W (Goiás)
|
|
Serra Geral
|
1981-1997
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
11º a 15º S e 44º a 47º W (Goiás)
|
|
Ilha do Bananal
|
1984***
|
P. I. Schmitz
A. S. Barbosa
|
9º a 13º S e 49º30 a 51º W (Goiás)
|
|
UHEs Serra da Mesa e Cana Brava
|
1988-1991
|
É. M. R. González
E. Fogaça
|
Barro Alto, Campiaçu, Campinorte, Cavalcante, Colinas do
Sul, Minaçu, Niquelândia, São Luís do Norte e Uruaçu (Goiás)
|
|
Levantamento do Potencial Arqueológico da UHE Rio do Peixe
|
1989-1990
|
M. Barbieri
|
16º30 a 17º15 S e 53º a 52º W (Goiás)
|
|
Ferrovia Norte-Sul
|
1990***
|
A. F. de Miranda
|
BR-153 Km 22 (Goiânia-GO)
|
|
Avaliação do Potencial Arqueológico nas Áreas de Adensamento
Urbano/Rural do Gama
|
1990-1991
|
E. T. Miller
|
Brasília-DF
|
|
Levantamento e Resgate do Patrimônio Arqueológico da Área
Diretamente Afetada pela UHE Corumbá (GO)
|
1995-1996
|
P. J. C. Mello
|
15º79 S e 48º31 W (Goiás)
|
|
Arqueologia Pré-histórica da UHE Serra da Mesa
|
1995-1998
|
D. C. Martins
|
Barro Alto, Campinaçu, Campinorte, Cavalcante, Colinas do
Sul, Minaçu, Niquelândia, São Luís do Norte e Uruaçu (Goiás)
|
|
Diagnóstico da Rodovia GO-213: Trecho Caldas Novas-Córrego
Fundo
|
1997
|
R. T. Silva
J. C. R. Rubin
|
Rodovia GO-213 (Goiás)
|
|
Resgate dos Sítios Arqueológicos Gengibre (GO-CA-13) e Voçoroca
(GO-CA-27)
|
1997
|
R. T. Silva
J. C. R. Rubin
|
Rodovia GO-213 (Goiás)
|
|
A Grande Vila-Boa: Resgatando o Passado
|
1997*
|
J. M. de Ataídes
|
UTM 82445 N e 82345 S a 6070 E e 5924 W (Goiás)
|
|
Levantamento Arqueológico das Nascentes do Rio Vermelho (GO)
|
1998*
|
S. A. Viana
|
UTM 82445 N e 82345 S a 6070 E e 5924 W (Goiás)
|
|
Avaliação do Potencial Arqueológico nas Áreas de Adensamento
Urbano/Rural de Ceilância/Taguatinga
|
1992-1993
|
E. T. Miller
|
Brasília-DF
|
|
Avaliação do Potencial Arqueológico do Patrimônio Cultural
para o Rezoneamento Ambiental da Apa da Bacia do Rio Descoberto
|
1994-1995
|
E. T. Miller
|
Brasília-DF
|
|
Cerâmica da Lagoa Miarraré
|
1974-1975
|
I. Simonsen
A. P. Oliveira
|
Parque Nacional do Xingu (Mato Grosso)
|
|
Projeto Alto Xingu
|
1950-1960
|
M. Simões
|
Parque Nacional do Xingu (Mato Grosso)
|
|
Programa de Pesquisas Arqueológicas e Lingüísticas no Alto
Xingu
|
1970-1980
|
P. Becquelin
|
Alto Xingu (Mato Grosso)
|
|
Projeto de Impacto Ambiental da UHE Manso
|
1981
|
EIA-RIMA
|
14º48 S e 55º55 W (Mato Grosso)
|
|
Projeto Etnoarqueológico e Arqueológico da Bacia do Rio São
Lourenço
|
1982-1994
|
I. Wüst
|
Rio São Lourenço (Mato Grosso)
|
|
Pré-história e Paleoambiente de Mato Grosso
|
1982*
|
A. Vialou
L. Palestrini
|
Sul do Estado de Mato Grosso
|
|
Avaliação do Potencial Arqueológico da UHE Salto das Nuvens
|
1988
|
P. De Blasis
|
Mato Grosso
|
|
Entendendo o Desenvolvimento Cultural no Alto Xingu do Brasil
Central
|
1990*
|
M. Heckenberger
|
Alto Xingu (Mato Grosso)
|
|
Etnoarqueologia do Negro do Mato Grosso
|
1991
|
P. Zanettini
|
Mato Grosso
|
|
Levantamento do Patrimônio Arqueológico da Área Diretamente
Afetada pela PCH Braço Norte II (MT)
|
1993-1998
|
P. J. C. Mello
|
10º S e 55º W (Mato Grosso)
|
|
Avaliação do Potencial Arqueológico da UHE Guaporé
|
1993
|
E. T. Miller
|
Mato Grosso
|
|
Zoneamento Paleoarqueológico nas Serras das Araras e Curupira
|
1993
|
S. Hirorroka
|
Mato Grosso
|
|
Levantamento e Resgate do Patrimônio Arqueológico da Área
Diretamente Afetada pela UHE Costa Rica (MS)
|
1994
|
P. J. C. Mello
|
18º 34 S e 52º08 W (Mato Groso do
Sul)
|
|
Reconhecimento Arqueológico da Área a ser Afetada pela Ferronorte
|
1994
|
S. B. Caldarelli
|
Mato Grosso
|
|
Levantamento e Resgate do Patrimônio Arqueológico da Área
da UHE Manso
|
1999*
|
S. A. Viana
|
14º48 S e 55º55 W (Mato Grosso)
|
|
Levantamento Arqueológico Preliminar Gasoduto San
Matias-Cuiabá
|
1998
|
N. V. Oliveira
P.P. A. Funari
|
Mato Grosso
|
|
Programa Arqueológico do Mato Grosso do Sul Projeto
Alto Sucuriú
|
1985-1989
|
P. I. Schmitz
|
Nordeste de Mato Grosso do Sul
|
|
Levantamento do Potencial Arqueológico da UHE Barra do Peixe
|
1988
|
É. M. R. González
|
Mato Grosso do Sul
|
|
Reconhecimento Arqueológico da Área do Rio Correntes a ser
Afetada por Usinas Hidrelétricas
|
1994
|
S. B. Caldarelli
|
Mato Grosso do Sul
|
|
Projeto Arqueológico Porto Primavera
|
1995-1998
|
G. R. Martins
E. M. Kashimoto
|
Mato Grosso do Sul
|
|
Projeto Arqueológico Itaipu
|
Anos 70 e 80
|
I. Chmyz
|
Sul de Mato Grosso do Sul
|
|
Pesquisa Arqueológica na Bacia do Rio Iguatemi
|
1999*
|
B. dos S. Landa
|
Bacia do Rio Iguatemi (Mato Grosso do Sul)
|
|
Nota: (*) em andamento; (**) não executado; (***) paralisado.
|
TABELA 3 DATAÇÕES ABSOLUTAS PARA SÍTIOS DO PANTANAL E ÁREAS
ADJACENTES
|
SÍTIO E FILIAÇÃO TECNOLÓGICA
|
NÍVEL
|
DATA(S) E LABORATÓRIO
|
REFERÊNCIA
|
|
MS-CP-22 (Aceramista Fase Corumbá)
|
120-130 cm
|
8.180±80 AP (Beta-91898) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-22 (Aceramista Fase Corumbá)
|
70-80 cm
|
8.160±60 AP (Beta-91897) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-22(Aceramista Fase Corumbá)
|
100-110 cm
|
8.270±80 AP (Beta-110551) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-22(Aceramista Fase Corumbá)
|
60-70 cm
|
8.390±80 AP (Beta-110550) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-22 (Aceramista Fase Corumbá)
|
40-50 cm
|
8.210±80 AP (Beta-110549) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-22 (Aceramista Fase Corumbá)
|
20-30 cm
|
8.220±60 AP (Beta-110549) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-32 (Aceramista Fase Corumbá)
|
40-50 cm
|
4.460±80 AP (Beta-83571) (CV)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16 (Aceramista Fase Corumbá)
|
130-140 cm
|
4.140±60 AP (Beta-72199) (A/C13)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16 (Aceramista Fase Corumbá)
|
60-70 cm
|
3.940±60 AP (Beta-72220) (A/C13)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16 (Aceramista Fase Corumbá)
|
30-40 cm
|
3.920±60 AP (Beta-72201) (A/C13)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16a (Aceramista Fase Corumbá)
|
60-70 cm
|
3.060±80 AP (Beta-83570) (CV)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16a (Aceramista Fase Corumbá)
|
30-40 cm
|
2.750±50 AP (Beta-83569) (CV)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-16a (Ceramista Tradição Pantanal)
|
20-30 cm
|
1.710±70 AP (Beta-83568) (CV)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-20 (Ceramista Tradição Pantanal)
|
175-190 cm
|
2.160±50 AP (Beta-91896) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-20 (Ceramista Tradição Pantanal)
|
125-140 cm
|
1.850±60 AP (Beta-91895) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-20 (Ceramista Tradição Pantanal)
|
105-120 cm
|
1820±60 AP (Beta-91894) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MS-CP-20 (Ceramista Tradição Pantanal)
|
50-65 cm
|
1.700±50 AP (Beta-91893) (CL)
|
Schmitz et al. (1998)
|
|
MT-PO-03 (Ceramista Tradição Pantanal?)
|
60-80 cm
|
820±60 AP (Beta-118269) (CV)
|
J. E. de Oliveira
(comunicação pessoal, 1999)
|
|
MT-PO-03 (Guató)
|
Superficial
|
AD 1999 (Guató) (OE)
|
J. E. de Oliveira
(comunicação pessoal, 1999)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
Superficial
|
930±100 (Fatec/Unesp-206)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
0-10 cm
|
830±90 AP (Fatec/Unesp-226) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
0-10 cm
|
990±100 AP (Fatec/Unesp-221) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
10-20 cm
|
820±90 AP (Fatec/Unesp-213) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
10-20 cm
|
890±90 AP (Fatec/Unesp-214) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
10-20 cm
|
940±100 AP (Fatec/Unesp-210) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
10-20 cm
|
945±110 AP (Fatec/Unesp-216) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
810±85 AP (Fatec/Unesp-227) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
950±100 AP (Fatec/Unesp-208) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
995±100 AP (Fatec/Unesp-220) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
1.030±100 AP (Fatec/Unesp-225) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
1.140±110 AP (Fatec/Unesp-212) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
20-30 cm
|
1.350±140 AP (Fatec/Unesp-223) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
30-40 cm
|
1.000±110 AP (Fatec/Unesp-207) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
30-40 cm
|
1.035±100 AP (Fatec/Unesp-215) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
30-40 cm
|
1.500±150 (Fatec/Unep-218) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
30-40 cm
|
1.520±160 (Fatec/Unesp-222) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40-50 cm
|
1.300±125 AP (Fatec/Unesp-211) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40-50 cm
|
1.340±140 AP (Fatec/Unesp-224) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40-50 cm
|
1.350±130 AP (Fatec/Unesp-219) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40-50 cm
|
1.400±150 AP (Fatec/Unesp-217) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Jauru/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
70-80 cm
|
2.300±300 AP (Fatec/Unesp-209) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Rio Piraputanga/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40 cm
|
760±80 AP (Fatec/Unesp-229) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Córrego Água Doce/MT (Ceramista Tradição Descalvado?)
|
40 cm
|
1.450±150 AP (Fatec/Unesp-234) (TL)
|
Martins e Kashimoto (1999c)
|
|
Nota: (CV) datação radiocarbônica convencional; (A/C13) datação
radiocarbônica ajustada por C13; (OE) observação etnográfica
feita por J. E. de Oliveira; (TL) datação por termoluminescência.
Obs.: Todas as datas radiocarbônicas (C14) foram obtidas
a partir de conchas de moluscos aquáticos coletadas em contextos
arqueológicos. O sítio MT-PO-03 atualmente é o local de moradia
de dois anciãos Guató, os irmãos José e Veridiano; a filiação
da cerâmica deste sítio à Tradição Pantanal ainda é
muito hipotética.
|
TABELA 4 PROJETOS DE PESQUISA ARQUEOLÓGICA NO PANTANAL E
ÁREAS ADJACENTES
|
PROJETO
|
PERÍODO
|
COORDENAÇÃO
|
LOCALIZAÇÃO
|
|
Projeto Corumbá
|
1990-1997
|
P. I. Schmitz
|
Corumbá e Ladário (MS)
|
|
Diagnóstico de Avaliação do Impacto do Gasoduto Bolívia-Brasil
ao Patrimônio Arqueológico de Mato Grosso do Sul: Trecho Corumbá-Terenos
(km 0-350)
|
1993
|
J. E. de Oliveira
J. L. dos S. Peixoto
|
Km 0-350 do Gasbol em MS
(Trecho Corumbá-Terenos)
|
|
Programa para Preservação do Patrimônio Arqueológico Pantaneiro
|
1994
|
I. Wüst
M. C. Migliácio
|
Alto Paraguai
(Cáceres-MT)
|
|
Prospecção Arqueológica na Área a ser Diretamente Impactada
pelo Gasoduto Bolívia-Brasil em Mato Grosso do Sul (km 0-350)
|
1997
|
J. E. de Oliveira
J. L. dos S. Peixoto
|
Km 0-350 do Gasbol em MS
(Trecho Corumbá-Terenos)
|
|
O Sítio Arqueológico Existente no km 29 do Gasoduto Bolívia-Brasil
em Corumbá, MS
|
1998
|
J. E. de Oliveira
|
UTM 0435084 E e 7866431 N
(Corumbá-MS)
|
|
Vitória Régia
|
1996*
|
J. L. dos S. Peixoto
|
Corumbá-MS
|
|
Arqueologia e Etnoarqueologia Guató
|
1996*
|
J. E. de Oliveira
|
Sul da Sub-região de Poconé
(Poconé-MT)
|
|
Ocupação Pré-colonial do Pantanal Matogrossense Cáceres-Taiamã
|
1997*
|
I. Wüst (até 03/1999)
M. C. Migliácio (a partir de 03/1999)
|
Cáceres-MT
|
|
Levantamento Arqueológico na Área Impactada pelo Gasoduto
Bolívia-Mato Grosso (Trecho Brasileiro)
|
1999
|
G. R. Martins
E. M. Kashimoto
|
Mato Grosso
|
|
Salvamento Arqueológico na Área Impactada pelo Gasoduto Bolívia-Mato
Grosso (Trecho Brasileiro)
|
1999*
|
G. R. Martins
E. M. Kashimoto
|
Mato Grosso
|
|
Nota: (*) em andamento.
|
TABELA 5 ALGUNS POVOS INDÍGENAS IDENTIFICADOS NO PANTANAL
A PARTIR DO SÉCULO 16
|
FILIAÇÃO LINGÜÍSTICA
|
GRUPOS ÉTNICOS
|
PROVÁVEL ÁREA DE OCUPAÇÃO
|
|
Família Lingüística
Arawak
|
Echoaladi, Kinikinao, Laiana (Chané e Guaná), Orejone*, Terena
e Xaray*
|
Parte do rio Apa e áreas próximas até talvez as sub-regiões
de Cáceres, Poconé e Paraguai.
|
|
Família Lingüística
Guaicuru
|
Guaxarapo*, Mbayá-Guaycuru e Payaguá
|
Dos limites do Pantanal com o Chaco até talvez porções das
sub-regiões de Abobral, Paiaguás, Miranda, Nabileque, Nhecolândia
e Paraguai.
|
|
Família Lingüística
Tupi-Guarani
|
Ibitiguara, Itatim e Guarambarense*
|
Rios Ypané, Apa, Miranda e talvez os planaltos residuais
de Urucum e Amolar.
|
|
Família Lingüística
Jê
|
Bororo e Kaingang*
|
O primeiro especialmente nas sub-regiões de Barão de Melgaço,
Cáceres, Paraguai e Poconé. O segundo das terras ao norte
do rio Apa até a zona dos Caiapó (?).
|
|
Família Lingüística
Zamuco
|
Chamacoco e Yshyr (Xorshio/Caitporade)
|
Áreas próximas à Baía Negra, na República do Paraguai.
|
|
Tronco Lingüístico
Macro-Jê
|
Guató
|
Grande parte do Alto Paraguai, antigo rio São Lourenço, rio
Caracará, Ilha Ínsua e lagoas Gaíva e Uberaba.
|
|
Família Lingüística
Camba
|
Camba
|
Originários da Bolívia, muitos representantes vivem atualmente
na periferia da cidade de Corumbá.
|
|
Nota: (*) informação pouco confiável.
Fonte: Susnik (1961, 1978); Oliveira (1997a).
|
[1] Universidade Federal
de Mato Grosso do Sul Campus de Dourados (Brasil).
[2] Universidade Católica
de Goiás Instituto Goiano de Pré-história e Antropologia
(Brasil).
[3] Os termos pré-história,
pré-colonial e pré-cabralino são aqui empregados
para referir-se às populações ameríndias anteriores ao contato
com os conquistadores europeus.
[4] Os conceitos tradição
(grupo de elementos ou técnicas com persistência temporal)
e fase (qualquer complexo tecnológico relacionado no tempo
e espaço)são aqui utilizados no sentido restrito à tecnologia,
seja cerâmica, seja lítica (ver Souza 1997).
[5] AP significa anos
Antes do Presente, onde o presente é considerado o
ano de 1950.
[6] Maiores detalhes
sobre esta questão, ver Prous (1992), Anais da Conferência
Internacional sobre o Povoamento das Américas (1996), Lahr
e Neves (1997) e Tenório (1999).
[7] Este período corresponde,
em parte, ao do Optimum Climaticum ou Altithermal,
isto é, a uma fase planetária de aumento de calor em que houve
a dissolução de geleiras polares e de cordilheiras (AbSaber
1994).
[8] Estudos de ecologia
humana indicam que a densidade populacional entre grupos caçadores-coletores
é aproximadamente de 35 a 75 indivíduos. Esta idéia leva em conta
que o número de indivíduos deve ser abaixo do nível de exaustão
dos recursos naturais existentes em um determinado nicho.
[9] A Tradição Aratu
corresponde às antigas tradições Aratu e Sapucaí;
alguns arqueólogos a citam como Tradição Aratu-Sapucaí.
[10] Tupiguarani
(sem hífen) refere-se a uma tradição tecnológica ceramista.
O termo Tupi-Guarani (com hífen), por sua vez, é empregado
para denominar uma família lingüística.
[11] A datação mais
antiga desta tradição é de 410 a.C., no médio Tocantins. Há também
uma datação de 2.920 AP, referentes a grupos ceramistas não-pertencentes
tecnologicamente à Una, na região de Caiapônia, que, segundo Schmitz
et al. (1986), não é confiável por haver a possibilidade de mistura
de carvão das camadas mais antigas do sítio.
[12] Há controvérsias
sobre a presença de grupos portadores da Tradição Aratu no
norte de Mato Grosso (ver Pardi 1995). Uma data obtida por termoluminescência
de 1.779 ± 170 AP, para um sítio no sudeste de Goiás, e uma outra
de 2.280 ± 60 AP, para a região goiana de Corumbá, sugerem uma
antigüidade maior do que a convencionalmente aceita, porém não
sendo totalmente confiáveis (ver Andreatta 1985; Mello et al.
1996). Há ainda a hipótese, não-comprovada através de dados arqueológicos,
de que grupos portadores da Tradição Aratu tenham dado
origem aos Kayapó do Sul (cf. Schmitz 1982; Ataídes 1998).
[13] Até o presente
momento, as evidências botânicas mais antigas de milhos e cucurbitáceas
foram encontradas na Lapa do Gentio II, Minas Gerais; para este
sítio há datas em torno de 1.540 a.C. (Dias 1981).
[14] A forma da aldeia
também pode ser observada através de manchas pretas, formadas
por acúmulo de material orgânico oriundo das unidades residenciais.
[15] A forma dupla
poderia ser um elemento guia na identificação da Tradição Aratu;
está representada na Fase Mossâmedes. No entanto, em casos
isolados, esta forma ocorre na Tradição Uru e no sítio
GO-CA-03 (Schmitz et al. 1982).
[16] Não há dados dessa
natureza para a região do Alto Paraná.
[17] Corixos
são canais com calha definida, normalmente perenes, que conectam
baías (lagoas temporárias ou permanentes). Vazantes
são canais sem calha definida, temporários ou permanentes,
que servem de escoadouros dágua.
[18] Capão-de-mato
(do Guarani kaa puã = mato redondo) é uma
elevação do terreno, geralmente areno-argilosa, com 1 a 3 m de
altura em relação ao relevo adjacente, dimensão variada, formato
elíptico e subcircular ou circular, que se destaca no campo como
uma espécie de ilha de vegetação arbórea, cuja composição florística
pode variar de uma região para outra. Cordilheira é semelhante
ao capão-de-mato, embora normalmente com formato alongado
e, às vezes, posicionada de maneira a separar lagoas intermitentes
que ocorrem no Pantanal.
[19] No Pantanal certamente
existem sítios exclusivamente de exploração de matéria-prima para
a indústria lítica, os quais, até onde sabemos, ainda não foram
levantados. O arqueólogo José Luis dos Santos Peixoto disse a
um de nós (J. E. de Oliveira), em 1997, que encontrou um sítio
semelhante ao MS-CP-22 no Parque Marina Gattass, em Corumbá, próximo
à fronteira Brasil-Bolívia, também localizado sobre a escarpa
calcária Corumbá-Ladário e próximo ao Canal do Tamengo.
[20] Datas válidas para
os sítios multicomponenciais MS-CP-16 e MS-CP-32, onde há ocupações
acerâmicas sobrepostas por cerâmicas da Tradição Pantanal.
[21] Durante os trabalhos
de campo do Projeto Corumbá, o levantamento arqueológico
privilegiou, no caso das terras baixas, a localização de
aterros através de aerofotogrametria e, em certas áreas, sensoriamento
remoto. Nessas áreas, algumas variáveis ambientais são importantes
para um levantamento arqueológico estruturado em modelos preditivos;
são elas: capões-de-mato, cordilheiras, diques fluviais,
diques lacustres, diques marginais, margens de ilhas lacustres
e fluviais, margens fluviais, margens lacustres, encostas de morros
isolados, paleodiques, planícies flúvio-lacustres, sopés de escarpas,
terraços fluviais e demais áreas inundáveis próximas a serranias.
[22] A tese dos cacicados,
defendida por Soares (1997), está baseada em uma gama considerável
de dados etnográficos, mas não está suficientemente esclarecida
para o passado pré-histórico dos Guarani.
[23] Enterros são
representações do imaginário coletivo popular sobre possíveis
tesouros da época da Guerra do Paraguai (1864-1870). Sobre alguns
problemas referentes à preservação do patrimônio arqueológico
pantaneiro, ver Oliveira (1997d).
[24] Datações por termoluminescência
possuem a vantagem de também poderem datar material cerâmico,
embora sejam menos precisas que as datações radiocarbônicas (Renfrew
e Bahn 1998).
[25] Em documentos produzidos
por conquistadores espanhóis do século 16, os Xaray são grafados
como Xarayes ou Jarayes, provavelmente um apelativo
Guarani: bárbaros do rio (chara = despenteado,
rude, lanudo [de lã] e y = água, rio)?
VOLVER A LA 1ra PARTE
|
|